O atual modelo tributário do Brasil foge à boa prática internacional de tributação da produção, comercialização e consumo de bens e serviços. O novo regime tem como objetivo repensar esta estratégia, como explicou, em entrevista exclusiva, o economista Bernard Appy.
Appy comandou a Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária e integrou a diretoria do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), entidade da qual partiu o texto que deu base à emenda da reforma. Realizado no último dia 15, o encontro marcou a inauguração do curso on-line, ao vivo, “Reforma Tributária na Prática: Estrutura, Funcionamento e Aplicação do IBS e da CBS”.
Simplificação em nome da produtividade
Na conversa com a repórter Marta Watanabe e o editor-executivo do Valor Fernando Torres, Appy explicou as principais consequências do modelo atual. “A mais importante delas é uma perda de produtividade muito grande. A economia se organiza de uma forma muito ineficiente por conta desse sistema”, afirmou. A íntegra da entrevista segue disponível.
Por outro lado, a reforma atua como uma alavanca de crescimento, eficiência e execução, que quem toma nas organizações deve conhecer e saber como utilizar. O impacto positivo para o potencial de crescimento econômico tende a alcançar de 6% a 10% do Produto Interno Bruto (PIB).
“A razão principal de fazer a Reforma Tributária foi porque ela, de fato, vai aproximar o modelo brasileiro do modelo do padrão internacional. E, e ao fazer isso, ela tem um impacto muito positivo sobre o potencial de crescimento do país”, disse ele.
O programa do Valor sobre a Reforma Tributária tem início em 13 de maio e oferecerá cinco módulos setoriais, além de um módulo inicial geral sobre o novo sistema de tributação.
O curso agregará conhecimento para advogados de empresas e escritórios, profissionais de contabilidade, controladoria, compliance e finanças, além de líderes de operações, gestores de processos e de softwares de gestão (ERPs). Também interessa a empresários, donos de imóveis e gestores patrimoniais.
O programa conta com um módulo inicial geral de 12 horas para a compreensão da lógica operacional da reforma, com foco no IBS e na CBS. Depois, cinco módulos setoriais: comércio, indústria, agronegócio, locação e venda de imóveis, e comércio exterior.
Cada módulo setorial terá duas aulas de 3 horas, e poderá ser adquirido e cursado separadamente. Neles serão abordados temas como precificação, uso dos créditos, reorganização logística, releitura de contratos e aplicação de diferimentos. Interativas, as aulas sempre contarão com sessões de perguntas e respostas, voltadas a questões da prática empresarial.
O programa vai responder a perguntas relevantes: Quais os possíveis impactos da Reforma Tributária na eficiência das empresas, na inovação e no desenvolvimento tecnológico? E as tendências para as políticas públicas e incentivos e benefícios fiscais dos estados brasileiros, nesse novo cenário?
Como será o impacto na gestão das pequenas, médias e grandes empresas, e nos regimes como o Simples Nacional? Quais as opções disponíveis? Quais os impactos nos negócios digitais? E mais: Como vai funcionar o split payment (recolhimento do IBS/CBS na liquidação financeira), creditamento, recolhimento e recuperação de créditos? Que atividades serão mais afetadas por essa dinâmica?
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/J/D/092g3pTUOAtFViMEHALw/curso.png)