O Bitcoin só irá renovar sua máxima histórica quando tiver um plano concreto para lidar com a ameaça da computação quântica. A análise foi feita por Nic Carter, pesquisador e cofundador da empresa de venture capital Castle Island Ventures.
“Eu pessoalmente não acho que veremos um novo topo histórico (ATH) do BTC antes que os desenvolvedores apresentem um plano sólido e um cronograma sobre mitigação de risco quântico”, disse Carter em uma publicação no X.
O executivo ressaltou ainda que essa análise vem do seu relacionamento diário com investidores de risco. “Há capital demais parado à margem. Ouço isso deles todos os dias”, disse.
A máxima histórica do Bitcoin foi atingida no dia 6 de outubro do ano passado, ao bater em US$ 126.080. No momento da redação, o BTC é negociado a US$ 78.982 e está 37% abaixo do topo.
Carter defende soft fork no Bitcoin
Carter também explicou no X quais seriam suas medidas para proteger o Bitcoin da ameaça quântica. O texto detalha como essa transição poderia ocorrer na prática. Segundo Carter, a adoção de assinaturas resistentes à computação quântica (post-quantum) aconteceria gradualmente, provavelmente por meio de um soft fork, permitindo que usuários migrassem seus fundos ao longo do tempo antes que computadores quânticos avançados representem uma ameaça real.
No entanto, o ponto mais controverso levantado pelo executivo envolve o destino de cerca de 1,7 milhão de BTC minerados nos primórdios da rede — incluindo as moedas atribuídas a Satoshi Nakamoto — que ainda não foram movimentados e permanecem vulneráveis a ataques quânticos.
Nesse cenário, Carter aponta que a comunidade do Bitcoin pode se dividir em dois grupos principais. De um lado, investidores institucionais e grandes gestores defendem o congelamento desses fundos para evitar que sejam eventualmente capturados por agentes mal-intencionados com acesso a tecnologia quântica.
Do outro, usuários mais ideológicos argumentam que qualquer intervenção desse tipo violaria princípios fundamentais do Bitcoin, como a imutabilidade e a política monetária fixa de 21 milhões de moedas.
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Para Carter, essa disputa pode se tornar um dos maiores testes da governança social do Bitcoin, superando até mesmo debates históricos como a “guerra do tamanho de blocos”. Ele acredita que, desta vez, o peso econômico das instituições pode prevalecer, influenciando o rumo da rede.
Apesar disso, o pesquisador também levanta uma terceira possibilidade: uma solução intermediária baseada em mecanismos legais, em que empresas ou entidades autorizadas recuperariam essas moedas de forma controlada, preservando tanto a segurança quanto os princípios do protocolo.
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