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quarta-feira, abril 22, 2026

No Dia Internacional da Mãe Terra, ONU pede restauração de ecossistemas

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Neste 22 de abril, a ONU marca o Dia Internacional da Mãe Terra com um chamado para interromper a destruição do planeta e recuperar os ecossistemas que sustentam a vida. 

As Nações Unidas defendem que a restauração da natureza e a transição para uma economia mais sustentável podem ajudar a acabar com a pobreza, combater as mudanças climáticas e prevenir a extinção em massa de animais e vegetais.

“Destruição imprudente”

Em mensagem sobre a data, o secretário-geral da ONU disse que a Mãe Terra foi generosa, mas a humanidade retribuiu com uma “destruição imprudente”, poluindo o ar, envenenando as águas e desestabilizando o clima. 

António Guterres sublinhou que o planeta está soando o alarme por meio de incêndios, inundações, secas, calor letal e elevação do nível do mar. 

Ele disse que as soluções existem, mas o ritmo de implementação é lento. O líder da ONU pediu o fim da dependência dos combustíveis fósseis, proteção e restauração da natureza e justiça climática.

Guterres pediu ação urgente pelo planeta, por todas as pessoas que dependem dele e por todas as gerações que estão por vir.

Crianças atravessam um lago poluído em uma jangada improvisada na favela de Korail, em Dhaka, Bangladesh

112 mil escolas verdes

Todos os anos, o planeta está perdendo 10 milhões de hectares de florestas, uma área maior que a Islândia.

Por outro lado, cada vez mais escolas estão promovendo uma educação que coloca os alunos em contato direto com a natureza, ampliando a consciência das gerações futuras a respeito do cuidado com o meio ambiente.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, quase 112 mil escolas em 98 países tornaram-se “verdes”, sendo 32 mil delas creches, 54 mil primárias, 17 mil secundárias e 7,5 mil instituições de ensino superior.

Todas elas adotaram o padrão de qualidade das escolas verdes da Unesco, publicado em 2024. O documento estabelece requisitos mínimos para criar ambientes de aprendizagem verde em quatro dimensões: governança, instalações e operações, ensino e engajamento da comunidade local.

Exemplo que vem do Brasil

Uma das instituições desta lista é a Escola Ágora, que fica em Cotia, perto da cidade de São Paulo, no Brasil.

Situada em uma floresta, a escola utiliza a natureza como ambiente diário de aprendizagem, com os alunos passando tempo significativo ao ar livre, observando as estações do ano, a vida selvagem e os ciclos naturais. 

Além disso, os estudantes operam sistemas de reciclagem, gerenciam resíduos e participam de projetos de monitoramento ambiental.

Por meio dessas experiências, os alunos desenvolvem não apenas conhecimento, mas também um senso de responsabilidade e agência, elementos-chave dentro da iniciativa de Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Unesco. 

Neste Dia Internacional da Mãe Terra, a agência realiza um conferência global online sobre o tema “Escolas Verdes por meio da Ação Coletiva”, para destacar exemplos como o da Escola Ágora.

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Tornar as escolas e a educação mais verdes é uma maneira de enfrentar as mudanças climáticas

 

Meta para 2030

De acordo com a Chefe de Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Unesco, “escolas verdes mostram como os sistemas educacionais podem liderar a transição para a resiliência climática”. 

Julia Heiss ressalta que este modelo equipa os alunos com o conhecimento, os valores e a agência para moldar um futuro mais sustentável.

A Unesco convoca os governos e a comunidade internacional de educação a alcançarem a meta de que 50% das escolas em todos os países sejam verdes até 2030.

[Fonte Original]

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