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segunda-feira, abril 27, 2026

Por que a relação com pets pode gerar ansiedade entre tutores

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A relação com os animais de estimação nunca foi tão próxima e, com ela, cresce também um sentimento menos discutido, mas cada vez mais presente: a ansiedade. Entre preocupações com saúde, comportamento e até o simples fato de deixar o pet sozinho em casa, tutores relatam um estado constante de alerta emocional que acompanha o afeto cotidiano.

Esse movimento acompanha uma mudança no lugar ocupado por cães e gatos na vida doméstica. Mais do que companhia, eles passaram a integrar a dinâmica afetiva das famílias, com impacto direto na rotina e no bem-estar emocional. Nesse contexto, questões relacionadas ao cuidado com os animais ganham maior peso e podem desencadear apreensões frequentes.

O fenômeno também tem sido observado na pesquisa acadêmica. A psicoterapeuta e pesquisadora Renata Roma, da University of Saskatchewan, no Canadá, investiga há mais de uma década a relação entre saúde emocional, infância e vínculos com animais. Seus estudos indicam que o laço com os pets exerce influência significativa na vida psíquica, tanto pelos efeitos positivos quanto pelos desafios associados.

As inquietações se manifestam de diferentes maneiras. Há tutores que se angustiam com a saúde física do animal, outros que relatam dificuldade em lidar com comportamentos considerados inadequados e também aqueles que enfrentam desconforto ao se separar do pet ao longo do dia. Pensamentos repetitivos e cenários hipotéticos, especialmente quando o animal está doente ou fora de vista, são recorrentes. Segundo Renata, a separação de um animal pode estar associada a maior vulnerabilidade emocional, ampliando quadros de ansiedade e depressão.

[Fonte Original]

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