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quarta-feira, abril 29, 2026

Comunistas da Venezuela: ditadora aceita “tutela” dos EUA

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O Partido Comunista da Venezuela (PCV) acusou o regime da ditadora interina Delcy Rodríguez de aceitar “sem resistência” tutela dos Estados Unidos sobre o país.

“Um governo prostrado, um governo que aceita tutela sem resistência. Um governo que parabeniza seus opressores. Verdadeiramente, um governo vergonhoso”, disse Óscar Figuera, secretário-geral do Comitê Central do PCV, em comunicado divulgado nesta terça-feira (28), segundo informações da agência EFE.

O líder partidário disse que o atual regime chavista está promovendo uma política de “subordinação e colonialismo” que busca “desmobilizar o povo trabalhador e desviar a atenção da crise nacional”.

Figuera argumentou que na Venezuela “está sendo imposto um caminho político subordinado a interesses externos”, especialmente, afirmou, aqueles ligados ao governo dos Estados Unidos.

Apesar de ter apoiado o chavismo a partir da chegada de Hugo Chávez ao poder, em 1999, o PCV rompeu com o regime em 2017, quando a ditadura venezuelana já era liderada por Nicolás Maduro.

Em agosto de 2023, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), aparelhado pelo então ditador, ordenou uma intervenção e destituiu toda a direção do partido.

Rodríguez se tornou ditadora interina da Venezuela no início de janeiro, depois que os Estados Unidos realizaram uma operação militar em Caracas que resultou na captura de Maduro e da esposa deste, Cilia Flores, para que respondessem na Justiça federal americana a acusações relacionadas a narcoterrorismo.

Desde então, o regime chavista tem se aproximado dos Estados Unidos (com quem restabeleceu relações diplomáticas e fez uma parceria de longo prazo na área de energia) e recebido elogios do presidente americano, Donald Trump, que se recusou a apoiar a líder oposicionista María Corina Machado para comandar a Venezuela, alegando que ela não teria o apoio necessário dentro do país.

No início de abril, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro dos EUA retirou o nome de Rodríguez da sua lista de alvos de sanções econômicas, onde ela estava desde 2018 devido a acusações de corrupção e violações de direitos humanos.

[Fonte Original]

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