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quinta-feira, abril 30, 2026

ChatGPT, Grok e Gemini revelam as melhores criptomoedas para investir em 2026

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As criptomoedas já deixaram de ser apenas uma aposta lateral para investidores dispostos a correr riscos extremos. Com a consolidação do Bitcoin como principal ativo do setor, o avanço dos ETFs e a entrada de temas como tokenização, stablecoins e infraestrutura on-chain no radar de grandes instituições, a discussão passou a ser menos sobre “ter ou não ter cripto” e mais sobre como montar uma exposição minimamente racional a esse mercado.

Recentemente fizemos um teste com três inteligências artificiais — ChatGPT, Gemini e Grok — para montar uma carteira de investimentos, com elas incluindo criptomoedas para diferentes perfis de investidores. Agora a proposta é ver como elas montariam uma carteira cripto com R$ 10 mil, avaliando quais ativos elas considerariam.

O resultado mostrou uma convergência clara. Todas as IAs trataram o Bitcoin como o núcleo da carteira, com peso em torno de 50% do capital. O Ethereum também apareceu em todas as sugestões, sempre como segunda maior posição, enquanto Solana foi escolhida como principal aposta de crescimento entre as redes de contratos inteligentes.

A diferença ficou no “tempero” final: uma IA preferiu deixar parte da carteira em stablecoins, outra incluiu Chainlink e a terceira optou por manter a carteira concentrada apenas em BTC, ETH e SOL.

Ou seja, apesar das diferenças de abordagem, os três modelos partiram de uma lógica parecida: para quem está começando, a carteira cripto deve ser simples, concentrada em ativos mais líquidos e sem excesso de moedas menores. A ideia não é tentar encontrar a “próxima cripto que vai explodir”, mas construir uma exposição inicial com algum equilíbrio entre reserva de valor digital, infraestrutura de contratos inteligentes e uma dose controlada de risco.

Leia também: Perguntamos para 3 IAs como investir R$ 10 mil, veja quanto elas colocaram em criptomoedas

Ainda assim, este exercício tem limites importantes. Uma IA não conhece a renda, o patrimônio, a reserva de emergência, o horizonte de investimento nem a tolerância real a perdas de cada pessoa. Por isso, as respostas servem mais como um retrato de como esses modelos organizam uma carteira cripto e não deve ser considerado uma recomendação de investimento.

Rony Szuster, head de research do MB | Mercado Bitcoin, reforça justamente esse ponto. Para ele, as proporções sugeridas fazem sentido apenas dentro da parcela do patrimônio destinada a cripto, não como indicação para que alguém coloque todo o dinheiro disponível nesse mercado.

Na visão dele, a exposição total a criptomoedas costuma fazer mais sentido entre 5% e 15% do portfólio total do investidor, dependendo do perfil de risco. Dentro dessa fatia cripto, porém, as carteiras montadas pelas IAs ficaram relativamente próximas do que uma análise humana poderia sugerir.

Confira como cada inteligência artificial construiu uma carteira de criptomoedas:

ChatGPT

O ChatGPT montou uma carteira de R$ 10 mil com quatro ativos:

50% em Bitcoin
25% em Ethereum
15% em Solana
10% em Chainlink

Em valores, isso significaria R$ 5.000 em BTC, R$ 2.500 em ETH, R$ 1.500 em SOL e R$ 1.000 em LINK.

A lógica apresentada foi começar de forma simples e concentrada, sem exagerar em altcoins. O Bitcoin foi tratado como a âncora da carteira, por ser o ativo mais dominante, mais líquido e, dentro do universo cripto, o menos arriscado em termos relativos. O Ethereum apareceu como a principal infraestrutura de contratos inteligentes, enquanto a Solana foi incluída como uma aposta de crescimento maior, mas ainda dentro de um projeto grande e relevante.

A diferença em relação às outras carteiras ficou na presença da Chainlink. Para o ChatGPT, a LINK entraria como uma posição menor, mas estratégica, por sua função de infraestrutura no mercado cripto. A IA destacou o papel do projeto em interoperabilidade entre blockchains e na conexão entre diferentes redes e mercados de capitais.

Na leitura de Rony, essa escolha aumenta o grau de risco da carteira. Ele afirma que a tese de oráculos da Chainlink faz sentido, mas pondera que a economia do token, ou tokenomics, é questionável e costuma fazer com que alguns analistas evitem o ativo. Por isso, uma carteira com 10% em LINK seria mais arrojada do que uma alternativa que deixasse essa mesma fatia em caixa ou em ativos mais consolidados.

Gemini

O Gemini sugeriu uma carteira no modelo 50-30-10-10:

50% em Bitcoin
30% em Ethereum
10% em Solana
10% em stablecoins (USDC ou USDT)

Na prática, os R$ 10 mil seriam divididos em R$ 5.000 em BTC, R$ 3.000 em ETH, R$ 1.000 em SOL e R$ 1.000 em dólar digital.

A IA chamou o Bitcoin de “reserva de valor” da carteira e afirmou que ele continuaria sendo o pilar do setor. O Ethereum foi classificado como a camada de “infraestrutura”, por seu papel em contratos inteligentes e tokenização. A Solana entrou como a fatia de “crescimento”, por ser uma rede de alta performance, com custos baixos e forte comunidade de desenvolvedores.

O ponto mais defensivo da sugestão foi a alocação em stablecoins. Para o Gemini, manter 10% da carteira em dólar digital permitiria ao investidor ter caixa para aproveitar quedas de mercado, em vez de ficar totalmente exposto à volatilidade dos criptoativos.

Leia também: O que é renda passiva em dólar digital? Investimento que paga até 10% ao ano

Rony avaliou essa escolha como uma versão mais conservadora ou estratégica da carteira. Segundo ele, manter uma parcela em dólar reduz a volatilidade e pode funcionar como “bala na agulha” para comprar mais ativos caso o mercado caia. Isso não significa necessariamente uma postura conservadora no sentido tradicional, mas uma gestão de risco dentro da própria carteira cripto.

Grok

O Grok foi o modelo que sugeriu a carteira mais concentrada:

55% em Bitcoin
30% em Ethereum
15% em Solana

Em valores, a divisão ficaria em R$ 5.500 em BTC, R$ 3.000 em ETH e R$ 1.500 em SOL.

A justificativa foi a construção de uma carteira simples, diversificada e focada em “blue chips” do mercado cripto. O Bitcoin foi tratado como o ativo principal, por sua maior institucionalização e menor volatilidade relativa. O Ethereum apareceu como base do ecossistema de DeFi, staking e contratos inteligentes. Já a Solana foi descrita como uma rede rápida, barata e com bom potencial de crescimento, embora mais volátil do que BTC e ETH.

Ao contrário do ChatGPT, o Grok não adicionou uma tese específica como Chainlink. E, ao contrário do Gemini, também não reservou uma parte da carteira para stablecoins. O resultado foi uma carteira 100% exposta a criptoativos de mercado, mas concentrada nos três nomes mais conhecidos entre as principais teses do setor.

Na análise de Rony, esse tipo de composição faz sentido como uma alocação intermediária dentro do universo cripto. O peso elevado em Bitcoin ajuda a dar estabilidade relativa, enquanto Ethereum e Solana concentram a exposição à segunda maior tese do mercado, das plataformas de contratos inteligentes.

Para o especialista, 50% em Bitcoin é uma medida adequada em uma carteira cripto genérica, já que o ativo funciona como “ouro digital” e tende a ser menos volátil do que as demais criptomoedas.

O que as IAs acertaram e onde está o risco

O ponto de maior consenso foi o papel do Bitcoin. As três IAs colocaram o ativo como maior posição da carteira, com fatia de pelo menos metade do capital. Para Rony, essa decisão faz sentido: o Bitcoin é a principal tese de reserva de valor digital e costuma ser o primeiro ativo a entrar em uma carteira cripto por liquidez, dominância e menor risco relativo dentro do setor.

O segundo consenso foi a presença de Ethereum e Solana. O Ethereum tem menor risco relativo e maior maturidade, enquanto a Solana adiciona uma fatia de crescimento e diversificação dentro da mesma tese. Por isso, uma alocação combinada de cerca de 40% nesse grupo é considerada razoável.

A diferença entre as carteiras aparece justamente nos 10% finais. Quando essa fatia vai para stablecoins, como na proposta do Gemini, o portfólio fica menos volátil e ganha caixa para compras futuras. Quando vai para uma altcoin específica, como a Chainlink na proposta do ChatGPT, a carteira ganha uma nova tese, mas também mais risco. Quando é redistribuída entre BTC, ETH e SOL, como no caso do Grok, a carteira fica mais simples e concentrada.

No fim, a conclusão de Rony é que o resultado não foi perfeito, mas também ficou longe de ser ruim. Segundo ele, uma assessoria humana talvez pudesse montar uma carteira melhor, especialmente nas posições menores e na escolha de segmentos específicos. Ainda assim, as grandes alocações sugeridas pelas IAs ficaram relativamente próximas de uma construção considerada razoável para uma carteira cripto inicial.

E quais outras criptomoedas podem entrar?

Além da carteira principal, ChatGPT e Gemini também foram questionados sobre quais outras criptomoedas poderiam ser interessantes para um investidor acompanhar além dos nomes mais óbvios.

As respostas mostram uma diferença de abordagem: enquanto o ChatGPT buscou projetos com teses mais consolidadas em infraestrutura financeira, DeFi, tokenização e trading on-chain, o Gemini preferiu organizar as apostas por narrativas de mercado, como inteligência artificial descentralizada, ativos reais tokenizados e blockchains modulares.

O ChatGPT citou XRP, Sui, Aave, Ondo e Hyperliquid (HYPE). O XRP apareceu como uma aposta em infraestrutura financeira mais institucional, ligada a pagamentos, tokenização e recursos de compliance.

A SUI foi apontada como uma blockchain de primeira camada com foco em execução paralela e crescimento de uso. A Aave entrou como uma das teses mais defensáveis em DeFi, por seu papel em empréstimos descentralizados e pela stablecoin GHO. A ONDO foi destacada como uma aposta em tokenização de ativos do mundo real, um dos temas mais fortes do mercado. Já HYPE, token ligado à Hyperliquid, foi classificado como uma aposta mais agressiva, associada à infraestrutura de negociação on-chain.

Leia também: Arthur Hayes explica por que Hyperliquid (HYPE) pode valorizar até 5 vezes

O Gemini, por sua vez, apontou Render e Bittensor como nomes ligados à tese de inteligência artificial descentralizada. A Render foi descrita como uma rede que conecta capacidade ociosa de GPUs a criadores e aplicações que precisam de processamento, enquanto a Bittensor foi apresentada como uma espécie de rede colaborativa de modelos de IA.

Na frente de tokenização e integração com o sistema financeiro tradicional, o Gemini voltou a citar Chainlink, destacando o papel do protocolo CCIP como ponte entre blockchains e instituições. Já em blockchains modulares, a escolha foi Celestia, apresentada como uma infraestrutura voltada ao armazenamento e disponibilidade de dados para novas redes.

Mesmo nesses casos, as próprias respostas das IAs reforçam a cautela. A ideia não seria comprar todas essas moedas de uma vez, mas acompanhar teses que podem ganhar relevância conforme o mercado amadurece.

Para um iniciante, a conclusão continua parecida com a das carteiras principais: antes de tentar acertar a próxima grande vencedora, faz mais sentido construir uma base sólida, entender os riscos e só depois reservar uma fatia menor para apostas mais específicas.

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[Fonte Original]

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