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sábado, maio 2, 2026

Tether tem lucro de US$ 1 bilhão no 1º trimestre e reservas batem recorde em US$ 8,2 bilhões

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A Tether, emissora da stablecoin USDT, registrou lucro líquido de US$ 1,04 bilhão no primeiro trimestre de 2026, segundo atestado financeiro publicado na sexta-feira e preparado pela firma independente de contabilidade BDO.

O documento mostrou que as reservas excedentes da companhia chegaram a um recorde de US$ 8,23 bilhões no fim de março. O resultado reforça a capacidade da Tether de manter ativos acima do valor dos tokens emitidos, embora o ritmo de lucro tenha ficado abaixo do registrado em 2025, quando a empresa afirmou ter superado US$ 10 bilhões em lucro anual.

O relatório, porém, não é uma auditoria financeira completa. Trata-se de um atestado que oferece uma fotografia das reservas da empresa em 31 de março de 2026, indicando a composição dos ativos e passivos naquele momento.

As reservas da Tether seguem fortemente concentradas em instrumentos líquidos de alta qualidade e curto prazo. Segundo a empresa, a exposição a títulos do Tesouro dos Estados Unidos era de cerca de US$ 141 bilhões no fim do trimestre. Esse volume coloca a emissora do USDT entre os 20 maiores detentores globais de Treasuries, ao lado de países como Arábia Saudita e Coreia do Sul.

A posição reforça o papel crescente da Tether como uma compradora relevante de dívida americana e como canal de demanda global por dólares. O USDT é a maior stablecoin do mercado e funciona, na prática, como uma versão digital do dólar usada por investidores para negociar criptoativos, transferir recursos entre plataformas e manter exposição à moeda americana dentro do ecossistema cripto.

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Além dos títulos públicos dos EUA, a Tether informou que suas reservas incluem outras classes de ativos em menor proporção. Entre elas estão cerca de US$ 20 bilhões em ouro e aproximadamente US$ 7 bilhões em Bitcoin.

Segundo a empresa, essa diversificação busca equilibrar liquidez, resiliência e exposição a ativos macroeconômicos que podem se comportar bem em cenários de estresse. Ainda assim, a maior parte da estrutura de reservas continua concentrada em ativos tradicionais de curto prazo, especialmente Treasuries.

Ao fim de março, os ativos totais da Tether somavam mais de US$ 191,7 bilhões, enquanto os passivos totais eram de US$ 183,5 bilhões. Desse montante, US$ 183,4 bilhões estavam relacionados aos tokens digitais emitidos, o que explica o excedente de aproximadamente US$ 8,2 bilhões.

A companhia destacou ainda que os investimentos proprietários feitos por meio da Tether Investments não fazem parte das reservas que lastreiam os tokens emitidos. Segundo a empresa, esses aportes são financiados com capital excedente e lucros próprios, permanecendo segregados das reservas do USDT.

Em comunicado, o CEO da Tether, Paolo Ardoino, afirmou que a responsabilidade da companhia é garantir que o USDT funcione “sem compromissos”. Segundo ele, isso significa construir um sistema capaz de se comportar da mesma forma em qualquer condição de mercado, e não apenas em períodos de estabilidade.

A circulação do USDT permaneceu relativamente estável no primeiro trimestre, com passivos relacionados aos tokens próximos de US$ 183 bilhões em 31 de março. Ainda assim, Ardoino afirmou que, em abril, o USDT continuava próximo de máximas históricas de circulação, com aumento de mais de 5 bilhões de tokens, sinalizando demanda sustentada no início do segundo trimestre.

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[Fonte Original]

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