Porém, não basta apenas o conteúdo ser bom: assisti-lo tem que ser igualmente marcante — ou, ao menos, mais atrativo do que ver no sofá de casa. Nesse aspecto, ganharam espaço o conforto das Salas VIP e os chamados Premium Large Formats (PLF), como Dolby Cinema e IMAX.
Esse último é o exemplo mais bem-sucedido. Criado pela IMAX Corporation, o sistema inclui desde as câmeras utilizadas nas filmagens até o tamanho tela e a disposição dos assentos. Os longas-metragens precisam passar pelo crivo da própria empresa para serem exibidos nas salas. Tudo para garantir um padrão de qualidade para o espectador.
Tem dado certo. De acordo com a empresa, a arrecadação do formato chegou a US$ 1,28 bilhão no ano passado, correspondendo a 3,8% da bilheteria mundial. Um crescimento de 40% em relação a 2024, chegando a um recorde histórico. O número é ainda mais impressionante quando vemos que menos de um por cento das salas em todo o globo são IMAX.
Afinal, é aqui que entra um ponto importante: salas premium também possuem preço premium, ampliando o faturamento.
Isso cria uma corrida por datas entre os estúdios, principalmente no caso do IMAX — que está em um número limitado de cinemas. Um erro nessa estratégia pode impactar bastante a bilheteria de um blockbuster.
Tom Cruise versus Christopher Nolan
O exemplo mais famoso desse tipo de erro ocorreu em 2023. “Missão: Impossível — Acerto de Contas Parte 1” estreou nos cinemas em 11 de julho daquele ano. Grande parte do plano estava baseado nas salas IMAX.