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O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 18/05/2026, está cotado em R$ 389.847,60. O BTC caiu de US$ 81 mil na sexta para US$ 76 mil nesta segunda, ampliando um movimento de fraqueza que pode levar o ativo para US$ 70 mil caso o suporte de US$ 75 mil seja perdido.
Por que o BTC caiu? O que pode acontecer nos próximos dias
O preço do Bitcoin voltou a operar sob forte pressão nesta segunda-feira após uma combinação de saída institucional dos ETFs à vista nos Estados Unidos, liquidações em massa no mercado futuro e aumento das preocupações macroeconômicas envolvendo juros americanos. O movimento derrubou suportes importantes da criptomoeda e reacendeu o debate entre analistas sobre o risco de uma correção mais profunda antes de uma eventual retomada de alta.
A principal mudança de humor veio do mercado institucional. Dados de fluxo mostram que os ETFs spot de Bitcoin listados nos Estados Unidos registraram saídas líquidas superiores a US$ 1 bilhão na semana encerrada em 17 de maio, interrompendo uma sequência de semanas consecutivas de entrada de capital que sustentava a valorização do ativo. A reversão nos fluxos aconteceu em meio ao aumento da cautela sobre inflação persistente nos EUA e a possibilidade de manutenção dos juros elevados por mais tempo.
O impacto vai além do valor financeiro retirado dos fundos. A leitura dominante é que o principal motor comprador do ciclo recente perdeu força temporariamente. Sem o suporte constante das compras institucionais via ETFs, o Bitcoin ficou mais vulnerável a movimentos especulativos e realização de lucros de curto prazo.
O efeito rapidamente contaminou o mercado de derivativos. Segundo dados da CryptoQuant, mais de US$ 181 milhões em posições compradas em Bitcoin foram liquidadas em apenas 24 horas. O número representa um salto superior a 200% em relação ao período anterior e acelerou a pressão vendedora conforme o BTC perdeu os suportes psicológicos de US$ 78 mil e US$ 77 mil.
A dinâmica criou um efeito cascata típico de momentos de alavancagem elevada. À medida que o preço caía, ordens automáticas de stop-loss e chamadas de margem forçavam novas vendas, ampliando a volatilidade do mercado. Analistas técnicos passaram então a monitorar com atenção a região da média móvel exponencial de 50 dias, localizada próxima de US$ 76,7 mil, considerada agora a principal zona de defesa dos compradores.
Mercado tenta encontrar novo equilíbrio
Apesar do tom negativo de curto prazo, parte do mercado acredita que o atual movimento pode representar apenas uma fase corretiva dentro de uma tendência estrutural ainda positiva. O analista conhecido como Crypto Patel afirmou na rede X que o Bitcoin registra sua maior sequência de correlação negativa com o S&P 500 desde 2020.
Segundo ele, o comportamento pode indicar um processo de desacoplamento do BTC em relação aos ativos tradicionais de risco. “A última vez que o Bitcoin se desacoplou do S&P 500 foi seguida por uma forte alta”, afirmou o analista ao defender uma visão mais otimista para o médio prazo.
A tese ganhou força entre investidores que enxergam o Bitcoin gradualmente deixando de responder apenas à liquidez global e passando a operar também como um ativo alternativo próprio, menos dependente do comportamento das bolsas americanas.
Ao mesmo tempo, vozes mais pessimistas seguem presentes no mercado. O perfil Uniquecomics1 afirmou acreditar em um cenário de bear market mais severo, projetando que o Bitcoin poderia buscar níveis entre US$ 35 mil e US$ 20 mil em um cenário extremo de deterioração macroeconômica. Embora a projeção seja considerada agressiva por grande parte dos analistas, ela reflete o aumento do medo no varejo após a perda recente de suportes importantes.
Baleias seguem acumulando Bitcoin
Enquanto o preço corrige, os dados on-chain seguem mostrando sinais mistos. Informações divulgadas por plataformas como Santiment e Glassnode apontam que a atividade da rede continua crescendo mesmo durante a queda. O número de novos endereços criados recentemente alcançou os maiores níveis desde dezembro de 2023, indicando expansão contínua da base de usuários e possível acumulação silenciosa.
Outro dado observado pelo mercado envolve o comportamento das chamadas baleias. Em análise publicada nas últimas horas, o pesquisador Joohyun Ryu afirmou que carteiras com grandes quantidades de BTC não demonstraram movimentos agressivos de venda mesmo após a recente correção.
Segundo ele, investidores com posições entre 10 e 100 Bitcoins aumentaram gradualmente suas reservas, enquanto as mega baleias com mais de 10 mil BTC voltaram a registrar níveis de holdings semelhantes aos observados no ano passado.
“O mercado parece acreditar que o fundo já foi formado, embora ainda não exista uma euforia compradora completa”, destacou o analista.
Ata do Fed pode definir próximo movimento
Agora, o foco do mercado se volta para a divulgação da ata do Federal Reserve marcada para 20 de maio. O documento deve oferecer novos sinais sobre a percepção do banco central americano em relação à inflação e aos juros.
Caso o Fed reforce um discurso mais duro sobre política monetária, o Bitcoin pode enfrentar novas ondas de pressão vendedora no curto prazo. Por outro lado, qualquer indicação de flexibilização futura pode ajudar o mercado a recuperar parte do apetite por risco perdido nos últimos dias.
No curto prazo, operadores monitoram principalmente a região entre US$ 76,7 mil e US$ 77 mil. Uma defesa consistente desse nível pode abrir espaço para consolidação e eventual recuperação. Já uma perda mais forte da faixa pode acelerar movimentos em direção ao suporte psicológico de US$ 75 mil.
Mesmo com a correção atual, parte relevante do mercado continua interpretando o movimento como uma realização técnica dentro de um ciclo maior ainda sustentado por adoção institucional, crescimento da atividade on-chain e acumulação gradual de grandes investidores.
Portanto, o preço do Bitcoin em 18 de maio de 2026 é de R$ 389.847,60. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0025 BTC e R$ 1 compram 0,0000025 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 18 de maio de 2026, são: Stable (STABLE), DeDe (DEXE), Hyperliquid (HYPE), com altas de 7,04%, 7%, e 6%, respectivamente
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 18 de maio de 2026, são: Bitcoin Cash (BCH), Pi (PI) e Terra Classic (LUNC), com quedas de -11%, -7% e -6% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.