Pequenos tubos levam o gás diretamente aos espiráculos, as aberturas respiratórias do inseto. O oxigênio é gerado por uma reação química, sem necessidade de baterias.
A espécie usada nos testes é a Gromphadorhina portentosa. Considerada exótica, ela pode atingir mais de 7 centímetros, produz um som característico, não tem asas e não transmite doenças aos humanos.
A ideia é que baratas equipadas com sensores consigam transmitir informações em tempo real em áreas de difícil acesso. Pequenas e resistentes, elas podem chegar a locais onde pessoas e drones não conseguem entrar.
Os pesquisadores também trabalham com baratas ciborgues, que carregam uma pequena “mochila” com câmera infravermelha e sensores. Com esse conjunto, os insetos buscam sinais de vida entre escombros e enviam os dados às equipes de resgate.
Em 2025, insetos ciborgues foram testados na Operação Lionheart, após um terremoto em Mianmar. As baratas podem operar por longos períodos e repor suas reservas de energia ao se alimentar no ambiente.
O professor Hirotaka Sato, da Escola de Engenharia Mecânica e Aeroespacial da NTU Singapura, disse que a meta é levar a tecnologia para o espaço. “O objetivo final é levar essa tecnologia para o espaço. É um passo rumo a trajes espaciais para insetos ciborgues. Exploração da superfície de Marte, por exemplo”, afirmou.