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sexta-feira, julho 3, 2026

Stoxx 600 renova recorde de fechamento na Europa e dólar DXY ronda estabilidade com baixa liquidez

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Com os mercados fechados nos Estados Unidos por conta da antecipação do feriado do Dia da Independência, o pregão nesta sexta-feira (3) é de liquidez reduzida, favorecendo maior volatilidade ao longo do dia. As bolsas europeias terminaram esta sexta-feira no positivo, com o índice Stoxx 600 mais uma vez renovando seu recorde de fechamento. Com o baixo volume de negociações, o dólar e os contratos futuros do petróleo rondam a estabilidade, enquanto o ouro sobe, dando continuidade aos ganhos vistos na véspera.

No fechamento da Europa, o índice Stoxx 600 teve alta de 0,69%, aos 652,84 pontos, renovando seu recorde de fechamento. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 0,25%, aos 10.679,03 pontos, e o DAX, de Frankfurt, avançou 0,78%, aos 25.779,31 pontos. O CAC 40, de Paris, teve ganho de 0,39%, aos 8.508,07 pontos. No acumulado da semana, as bolsas tiveram uma valorização de 2,68%, 1,57%, 4,57% e 1,56%, respectivamente.

Entre os destaques, as ações do grupo industrial alemão Siemens fecharam em alta de 2,60%, impulsionando o índice DAX, depois que a corretora Kepler Cheuvreux elevou a sua recomendação para a ação de “neutro” para “compra”. O setor de defesa do Stoxx 600 subiu 0,63%, com investidores repercutindo ataques da Rússia à Ucrânia, antecipando maiores gastos e produção no segmento diante das tensões geopolíticas. Os setores cíclicos, como industrial, bancário e serviços financeiros, ficaram entre os maiores ganhos da semana, diante da rotação de investimentos para fora das empresas de tecnologia.

As bolsas europeias foram apoiadas ao longo da semana por um recuo nos preços do petróleo, que voltou a rondar os níveis anteriores aos do ínicio do conflito no Oriente Médio, e de um relatório de empregos (“payroll”) mais fraco do que o esperado nos Estados Unidos, diminuindo as apostas em uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião deste mês.

O economista-chefe do Jefferies para a Europa, Mohit Kumar, comenta que os dados do “payroll” reforçam sua visão de que o Fed não deve realizar um aperto monetário neste ano. “A economia dos Estados Unidos continua resiliente, mas os números de emprego não são suficientemente fortes para justificar uma alta”, ele afirma em nota, embora reconheça que os dados de inflação provavelmente terão maior peso que o mercado de trabalho na definição das expectativas do Fed nos próximos meses.

Ele diz que o banco tem adotado uma postura favorável à diversificação setorial em ações. Embora o Jefferies continue com uma visão positiva sobre as empresas de tecnologia, Kumar argumenta que a queda nos preços do petróleo e a ausência de novos aumentos de juros pelos bancos centrais devem favorecer setores mais sensíveis ao crescimento, que tiveram desempenho inferior nos últimos meses. “Por isso, adicionamos exposição à Ásia e a setores selecionados na Europa, incluindo financeiros e setores ligados a commodities”, afirma o economista.

O dólar no exterior ronda a estabilidade nesta sexta-feira e, por volta das 13h (de Brasília), o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de outras seis divisas fortes, oscilava -0,02%, aos 100,838 pontos. O euro subia 0,12% em relação ao dólar americano, cotado a US$ 1,14358, a libra esterlina avançava 0,10%, a US$ 1,33509, e o franço suíço tinha alta de 0,10%, a US$ 1,2442498096. A moeda americana registrava ganho de 0,11% sobre a divisa do Canadá, a 1,42043 dólares canadenses, e cedia 0,07% sobre o iene japonês, a 161,328 ienes.

Com o baixo volume de negociações nesta sexta-feira e, possivelmente, na segunda-feira também, participantes do mercado alertam para o risco de uma intervenção no mercado cambial por parte do Banco do Japão (BOJ). “O risco de novas intervenções permanece elevado justamente porque a liquidez reduzida durante o feriado americano torna o mercado mais vulnerável a movimentos desse tipo”, afirma Francesco Pesole, estrategista de câmbio do ING.

Na mesma linha, Kumar, do Jefferies, acredita que, caso a cotação do dólar americano chegue a 162 ienes, pode haver alguma intervenção por parte do BOJ. Ele cita que tem havido mais comentários de autoridades japonesas em apoio à moeda local e avalia que os fundamentos ainda não são favoráveis para o câmbio. “Os aumentos de juros do BOJ já estão precificados e o governo atual provavelmente seguirá políticas fiscais expansionistas”, ele afirma.

No mercado de commodities e metais, os contratos futuros do petróleo rondavam a estabilidade, em linha com o movimento visto durante a manhã, enquanto os participantes do mercado seguem atentos aos próximos passos das negociações entre os Estados Unidos e o Irã para firmar um cessar-fogo duradouro. O ouro subia, dando continuidade aos ganhos vistos na véspera, ainda com apoio dos dados mais fracos do “payroll”. A percepção de juros mais baixos tende a tornar o metal precioso mais atrativo para os investidores.

Por volta do horário citado acima, o contrato futuro do Brent (referência mundial) com vencimento em setembro tinha alta de 0,35%, cotado a US$ 72,08 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), ganhando certo fôlego há pouco. O WTI (referência americana) com vencimento em agosto é negociado em pregão eletrônico nos Estados Unidos e subia 0,09%, a US$ 68,75, por barril. Já contrato futuro do ouro com vencimento em agosto avançava 1,33%, cotado a US$ 4.180,7 por onça-troy, no pregão eletrônico na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

No cenário macroeconômico, o dia foi marcado pela ampla divulgação de dados da atividade na Europa. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro ficou estável em 50 pontos em junho, com um alívio na inflação, segundo dados da S&P Global e do Hamburg Commercial Bank (HCOB). No mesmo período, o PMI de serviços da Alemanha subiu para 48,6 pontos e o da França avançou para 46,8 pontos, embora ambos permaneçam em território de contração. No Reino Unido, o indicador recuou para 48,8 pontos, em seu menor nível desde 2023.

[Fonte Original]

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