O grupo automobilístico alemão Volkswagen informou nesta quinta-feira (9) que reduzirá sua capacidade de produção para até 9 milhões de veículos anuais. A montadora também anunciou que vai cortar a oferta de modelos de automóveis em até 50%, concentrando-se nos segmentos de mercado mais atraentes, segundo informou a agência Efe. A concorrência chinesa é citada como um dos principais motivos.
O objetivo seria adaptar as operações à atual situação do mercado global e ao aumento da concorrência da China, especialmente num cenário com agravamento de tarifas. No entanto, a empresa não deu detalhes sobre cortes de empregos ou fechamento de fábricas. A Volkswagen mantém também as marcas de linha mais sofisticada Audi e Porsche.
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Todos os planos de economia e cortes de empregos, até o momento, estariam restritos à Alemanha.
A companhia, que atualmente possui uma capacidade instalada de 12 milhões de veículos, reuniu seu conselho de vigilância e a diretoria na sede em Wolfsburg. As medidas foram anunciadas após esta reunião.
A complexidade de seu portfólio de modelos será reduzida em até 75%, acrescentou o grupo Volkswagen, que engloba marcas como VW, Audi, Porsche, Skoda e Seat/Cupra.
“Com nosso plano de futuro, avançamos para a próxima fase da transformação por nossos próprios meios. Tornaremos o grupo Volkswagen mais rápido, mais resiliente e mais competitivo”, afirmou o CEO da companhia, Oliver Blume.
Iniciativas de eficiência
A diretoria apresentou ao conselho de supervisão um pacote composto por 12 iniciativas. A reunião teve como foco principal debater medidas de economia para melhorar a competitividade do grupo diante do atual cenário econômico e geopolítico, além de um aumento nos custos, sobretudo, pelas tarifas alfandegárias advindas da política norte-americana.
Atualmente, a Volkswagen enfrenta dificuldades devido às barreiras tarifárias que complicam as vendas nos EUA e à forte concorrência na China — país que, por sua vez, tenta expandir a venda de seus próprios automóveis na Europa.
O grupo considera que estas medidas “melhorarão a posição resiliente da Volkswagen em um período de transformação exigente para a indústria automobilística” e contribuirão para manter o futuro da Alemanha como polo industrial.
Rumores de demissões na Alemanha
Até o momento, o grupo Volkswagen havia anunciado o corte de 50 mil empregos na Alemanha até 2030, mantendo um acordo de estabilidade de emprego com o sindicato de metalúrgicos local até o fim da década nas fábricas alemãs.
Contudo, o sinal de alerta acendeu após a revista Manager Magazin publicar que a empresa quer intensificar os planos de poupança, o que poderia resultar na redução de até 100.000 empregos em todo o mundo — o dobro do anunciado inicialmente.
Além disso, quatro fábricas do grupo na Alemanha correriam o risco de fechar: as da marca VW em Hannover, Emden e Zwickau, e a da Audi em Neckarsulm.
