Quem vê hoje o chef Iago Jacomussi entre os novos talentos mais bem sucedidos da cena gastronômica brasileira, mal imagina que, há apenas cinco anos, ele dividia seus dias entre a faculdade de economia e o trabalho em um banco. Aos 27 anos, ele foi eleito Forbes Under30 em 2025 e venceu o inédito prêmio Jovem Chef do Guia Michelin, pelo seu trabalho à frente do restaurante autoral Jacó, em São Paulo.
Para detalhar essa ascensão meteórica, Iago conversou com Giovanna Simonetti, subeditora de ForbesLife, no podcast Under 30 – A Jornada, apresentado por Johnnie Walker*.
A coragem de recalcular a rota
A mudança radical de Iago começou com um “estalo” em 2019, em meio a urgência de achar novos propósitos. Sem nunca ter pisado em uma cozinha profissional antes de trancar a faculdade e pedir demissão, ele começou como autodidata, imerso em livros e tutoriais online antes de ingressar na prestigiada Le Cordon Bleu. Logo percebeu, no entanto, que a teoria era apenas a ponta do iceberg: “Você aprende a cozinhar. Ser um cozinheiro é o trabalho de todos os dias”, refletiu durante a conversa.
A prática veio com suor e foco absoluto em cozinhas de peso, do Evvai e Maní, em São Paulo, aos europeus Belcanto (Portugal) e o Jordnær (três estrelas Michelin na Dinamarca), onde chegou a enfrentar jornadas exaustivas de até 18 horas diárias. “Não me importo em estar trabalhando enquanto os outros estão se divertindo ou dormindo. Eu acho que esse é o caminho que te leva a conquistar grandes coisas em períodos curtos de tempo”, conta.
Esforço supera talento sempre. Queira mais do que todo mundo, porque isso ninguém pode tirar de você
Iago Jacomussi
O nascimento do Jacó e uma nova forma de liderar
Entre as conquistas, o restaurante próprio. Ao voltar ao Brasil, a experiência acumulada deu base para a abertura do Jacó, no início de 2024. Batizado com o apelido do avô paterno, que o criou a partir dos 11 anos após a perda da mãe, o endereço de culinária autoral traz a criatividade e as referências múltiplas de Iago à mesa.
Além dos pratos impecáveis, o jovem quis mudar a forma de liderança: fora do estereótipo do chefe engessado e “ditador”, ele implementou uma gestão mais horizontal e com espaço para a equipe criar. A ideia principal é contratar e moldar os novos jovens talentos.
“O que eu quis tentar trazer pro Jacó é criar pequenas lideranças lá dentro, onde eles se cobram ao longo do dia, ao longo do serviço”, pontua o chef, que incentiva os cozinheiros a darem ideias de pratos e a opinarem nas receitas da casa. Para blindar a saúde mental diante da pressão inerente à alta gastronomia, ele faz terapia e ensina o time a não levar as cobranças para o lado pessoal: “Se um dia não foi bom, leva isso de uma maneira positiva. Amanhã você volta, reseta e trabalha melhor”.
O trabalho duro pela estrela
Com a mente inquieta e movido a resultados, ele não esconde seu principal objetivo de vida: “O maior sonho da minha carreira é ganhar uma estrela Michelin nos próximos anos”.
Para quem deseja trilhar um caminho de sucesso, ele deixa a receita que aplicou à própria vida: “Queira mais que todo mundo. Esforço supera talento sempre”.
Para mergulhar na mente estratégica do jovem talento e descobrir todos os detalhes de sua trajetória rumo ao topo da gastronomia, confira a entrevista na íntegra no novo episódio do podcast Under 30 – A Jornada:
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