A Movida (MOVI3) registrou lucro líquido de R$ 136 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 101% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado também ficou 15% acima do consenso da Bloomberg, que apontava para R$ 118 milhões. Às 16h desta quinta-feira, 20, as ações da Movida eram negociadas a R$ 6,48, em queda de 3,57%. No mesmo horário, o Ibovespa operava praticamente estável.
A receita líquida consolidada atingiu R$ 3,77 bilhões, avanço de 2,4%. O desempenho foi sustentado pelo negócio de locação, cuja receita cresceu 21,3%, para R$ 2,3 bilhões. Já a receita com a venda de seminovos recuou 17,7%, para R$ 1,47 bilhão.
O EBITDA consolidado somou R$ 1,69 bilhão, aumento de 22,3%. O EBIT avançou 29,3%, para R$ 1,02 bilhão. A margem EBITDA das operações de aluguel chegou a 72,8%, um ponto percentual acima da registrada um ano antes.
No segmento de aluguel de curto prazo, conhecido como RAC, o volume de diárias cresceu 22%, enquanto a tarifa média subiu 7%, para R$ 165. A taxa de ocupação operacional aumentou 2,1 pontos percentuais, para 76,2%.
Na gestão e terceirização de frotas, a receita líquida avançou 15,5%, para R$ 1,15 bilhão. O backlog de contratos chegou a R$ 9,83 bilhões, crescimento de 40,4%.
A frota total da Movida encerrou junho com 286 mil veículos, alta de 9%. O retorno sobre o capital investido alcançou 16,7%, avanço de quatro pontos percentuais em 12 meses.
A companhia terminou o trimestre com dívida líquida de R$ 17,2 bilhões e alavancagem de 2,66 vezes a relação entre dívida líquida e EBITDA. Considerando o EBITDA anualizado do segundo trimestre, o indicador cairia para 2,46 vezes.
Para o terceiro trimestre, a Movida prevê lucro líquido entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões. O ponto médio da projeção representa o dobro dos R$ 70 milhões registrados no mesmo período de 2025. A empresa também estima alcançar R$ 400 milhões de lucro entre janeiro e setembro, alta de 85%.