Em comunicado por escrito divulgado nesta sexta-feira, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez um alerta sobre a necessidade de “coesão social”, proibindo as autoridades do país de tomar qualquer iniciativa que possa colocá-la em risco. Khamenei foi gravemente ferido no ataque de EUA e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, há seis meses, e não é visto em público desde então. Também sua voz permanece sem ser ouvida: os comunicados divulgados desde então são sempre por escrito.
Na declaração desta sexta-feira, ele proíbe as autoridades iranianas de tomar qualquer ação que prejudique a “coesão social”, e que evitem “declarações que enfraqueçam a motivação pública nacional”. O comunicado é divulgado no momento em que o país enfrenta nova onda de sanções americanas, focadas agora em terceiros países que deem apoio econômico ao Irã.
Khamenei determinou também que o governo enfrente as dificuldades econômicas exacerbadas pela guerra. “Há necessidade de se abordar seriamente a corrente de desafios econômicos e às condições de vida, como inflação, desemprego, administração de preços e a gestão dos mercados de bens e serviços”, disse.
À mídia estatal do Irã, o presidente Masoud Pezeshkian disse que o comércio exterior do país, importante fonte de divisas, recuou quase 35% em razão das sanções e do bloqueio naval dos EUA. Durante a curta vigência do memorando de entendimento, assinado em junho, o país conseguiu vender cerca de 90 milhões de barris de petróleo, disse o presidente iraniano.