Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (28), em meio a sinais de que os produtores do Golfo Pérsico estão conseguindo exportar através do Estreito de Ormuz, embora a incerteza na região permaneça elevada. Ontem, uma matéria do Wall Street Journal informou que os Estados Unidos não pretendem retornar aos termos do memorando de entendimento firmado com o Irã em junho, esfriando a perspectiva de que um acordo para acabar com a guerra possa ser alcançado em breve.
No fechamento, o petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em outubro teve queda de 0,43%, cotado a US$ 89,31 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês caiu 0,16%, a US$ 83,40 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). No acumulado da semana, os contratos tiveram perdas de 5,38% e 4,20%, respectivamente.
Relatos de que embarcações têm conseguido atravessar o Estreito de Ormuz trazem certo alívio aos participantes do mercado, mas o caminho em direção a um acordo de paz permanece incerto. Sete embarcações de commodities atravessaram a passagem marítima na quinta-feira (27), abaixo das 17 registradas no dia anterior e da média de 15 nos últimos dez dias, segundo dados preliminares de navegação divulgados nesta sexta-feira.
“Um acontecimento importante nesta semana foi o aumento do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, reduzindo as preocupações imediatas com a disponibilidade de petróleo bruto no mercado global e contribuindo para a queda do Brent”, comenta Kieran Tompkins, economista de commodities da Capital Economics. Ele destaca, no entanto, que ainda há necessidade de cautela, na medida em que um acordo duradouro entre os Estados Unidos e o Irã ainda parece difícil.