O Time Out Market São Paulo, previsto para 2027, já tem local definido: a Avenida Paulista. O mercado cultural e gastronômico vai ocupar o primeiro andar do Conjunto Nacional, com 17 restaurantes, uma padaria, três bares, uma cozinha estúdio e espaço multiuso para eventos e workshops.
Esta é a primeira operação do Time Out Market na América do Sul, após temporadas de sucesso em diferentes capitais ao redor do mundo, incluindo Nova York, Barcelona, Dubai e Lisboa — onde o modelo nasceu, em 2014.
Com abertura prevista para o primeiro trimestre de 2027, o empreendimento capitaneado pela Time Out Market Brasil ocupará 3.250 m² do primeiro andar. A expectativa é receber cerca de 2 milhões de visitantes por ano.
A implantação marca o primeiro contrato de “Experience Rights” firmado no mercado brasileiro, com um investimento de mais de R$ 100 milhões realizado pela Nomad. Válido pelos próximos dez anos, o acordo transcende a estrutura física e abrange uma ampla entrega de marca, conteúdos, experiências e ativações internacionais.
A conta global de soluções financeiras entra como principal apoiador da operação, levando ao mercado um box gastronômico que receberá periodicamente um chef internacional, permitindo que os brasileiros viajem pelo paladar sem sair do país. Os clientes Nomad ainda contarão com um lounge no espaço central do mercado, com acesso preferencial e prioridade na reserva de mesas na cozinha gourmet.
“Proporcionar experiências inesquecíveis está no DNA da nossa marca desde sua fundação. Agora, damos um passo natural e ainda mais ambicioso: entramos de cabeça no território da gastronomia com um espaço permanente na avenida mais emblemática de São Paulo”, destaca Lucas Vargas, CEO da Nomad.
A importância do Conjunto Nacional
O Conjunto Nacional é um dos mais movimentados corredores culturais e financeiros de São Paulo, por onde passam mais de 1,5 milhão de pessoas ao dia. A escolha para sediar o Time Out Market reforça a proposta da franquia de ser um espaço democrático e de fácil acesso para atender tanto moradores quanto visitantes da maior metrópole da América do Sul.
Projetado na década de 1950 pelo arquiteto David Libeskind, ele foi um dos primeiros edifícios modernos de uso misto, integrando moradia, comércio e escritórios em um modelo aberto à cidade. Sob a responsabilidade do escritório Levisky Arquitetos Estratégia Urbana, o projeto enaltece o conceito de Libeskind, trazendo uma visão da cidade carregada de responsabilidade cívica e socioambiental.
O Time Out Market ocupará um espaço especial oi edifício, com vista para a Alameda Santos, na altura das árvores. Inspirados num traçado urbano real, os percursos projetados têm como objetivo reproduzir o espaço público – praças, largos e bulevares -, convidando à descompressão, ao acesso à história e à memória da própria cidade.
Um dos destaques da arquitetura local é iluminação natural, vinda de quase toda sua volta. Esta será a primeira franquia do Time Out Market onde as cozinhas serão instaladas no centro do espaço, deixando livre a vista privilegiada para a cidade. A ideia é inverter a lógica tradicional das praças de alimentação, com restaurantes cercando as pessoas; aqui, o foco é bem-estar e conexão com a cidade. O ambiente será ainda pontuado por aromas, sabores, design, materiais e tecnologias nacionais.
Por trás da operação está Benjamin Ramalho, executivo com trajetória em hospitalidade e entretenimento, que passou por projetos como Hotel Unique, Casa Cor e Cidade Matarazzo. “Não teremos apenas um conjunto de restaurantes, mas uma plataforma gastronômica e cultural”, explica.
Gastronomia e diversidade culinária
Combinando o modelo globalmente reconhecido do Time Out Market com uma identidade marcadamente local, ali serão instalados restaurantes que reflitam a diversidade culinária e cultural da capital paulista, com pratos que vão de tradicionais brasileiros a italianos, árabes e japoneses.
Entre os itens que Benjamin considera indispensáveis para representar São Paulo estão clássicos afetivos e categorias que fazem parte do DNA gastronômico da cidade. “Não dá para falar em São Paulo sem uma coxinha, um bauru, um pastel. E também sem pizza e culinária japonesa, por exemplo”.
Os restaurantes e jovens talentos participantes contarão com toda a infraestrutura necessária para operar, cabendo aos parceiros entrar apenas com a equipe de cozinha, as matérias-primas e os insumos. O modelo de negócio, pensado para reduzir os custos iniciais e garantir padronização da operação e experiência do consumidor.