O conselho de administração da Volkswagen aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (3), um amplo plano de transformação operacional que pode resultar no corte de cerca de 50 mil postos de trabalho em todo o grupo, abrangendo inclusive cargos de liderança, em uma iniciativa voltada a recuperar a competitividade da montadora alemã.
Batizado de “Plano de Futuro”, o projeto elaborado pela diretoria executiva e chancelado pelo conselho busca tornar o Grupo Volkswagen e suas marcas mais eficientes, enxutos e preparados para as novas dinâmicas do mercado automotivo global, segundo comunicado divulgado pela fabricante.
A empresa destacou que um ajuste estrutural e substancial em seu quadro global de colaboradores tornou-se indispensável, somando-se aos programas de contenção já em andamento, a fim de atingir as metas financeiras estabelecidas no plano de reestruturação e garantir a viabilidade concorrencial do negócio no longo prazo.
A Volkswagen não detalhou o cronograma de implementação das demissões nem a distribuição dos cortes entre as diferentes marcas do conglomerado e suas regiões de atuação.
Entre os fatores determinantes para a adoção das medidas, o grupo apontou o aumento da pressão concorrencial em escala global, a mudança estrutural nos padrões de demanda dos consumidores e a acelerada transformação tecnológica em curso na indústria automotiva.