O número de crianças vítimas desse tipo de abuso em todo o mundo certamente chega a muitas dezenas de milhões, afirmou o relatório.
A pesquisa, descrita pelo Unicef como um dos maiores estudos do gênero, baseou-se em pesquisas nacionais representativas realizadas entre 2020 e 2025 com cerca de 21 mil crianças usuárias de internet nos 21 países, entre os quais Quênia, Paquistão, Brasil e Sérvia.
Foco nas redes sociais
Quase 60% dos abusos relatados ocorreram em plataformas de redes sociais, lideradas por Facebook, WhatsApp, Instagram, Snapchat e TikTok, enquanto 14% aconteceram em jogos online, segundo o relatório.
Um porta-voz da Meta, proprietária do Facebook, WhatsApp e Instagram, afirmou que as pesquisas remontam a 2020, antes de a empresa introduzir as medidas de proteção recomendadas pelo Unicef, como a configuração automática de contas privadas para adolescentes e a proibição de adultos enviarem mensagens a adolescentes com quem não tenham conexão. Acrescentou ainda que define o WhatsApp como um aplicativo de mensagens privadas e não como uma plataforma de mídia social.
“Embora o relatório não forneça nenhuma evidência específica de abuso, continuaremos a combater agressivamente a exploração infantil em todos os nossos aplicativos e a apoiar as autoridades na perseguição criminal dos responsáveis por esses crimes”, disse o porta-voz da Meta.