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quarta-feira, setembro 9, 2026

Federação Espanhola de Futebol Lança Programa de Apoio À Fertilidade

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A Federação Espanhola de Futebol anunciou um acordo para subsidiar tratamentos de fertilidade para jogadoras e árbitras. A medida foi apresentada como mais uma forma de oferecer às mulheres do futebol uma maior liberdade para decidirem se e quando desejam ser mães.

A RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol) declarou na terça-feira (8) que a parceria com a clínica Tambre permitirá que as atletas tenham acesso a tratamentos como fertilização in vitro e congelamento de óvulos. A entidade classificou a iniciativa como um passo pioneiro para o esporte feminino no país.

As jogadoras da seleção espanhola Olga Carmona e Patri Guijarro estiveram presentes no anúncio e celebraram o acordo. Elas o consideram uma ferramenta importante para as atletas que precisam conciliar as exigências do esporte profissional com a vida pessoal.

“Estamos muito felizes por termos alcançado este acordo e por termos mais uma opção para decidir como e quando escolher ser mãe”, afirmou Carmona.

Guijarro destacou que a medida faz parte de um esforço mais amplo para melhorar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal das atletas, garantindo que a maternidade não se torne uma barreira para a carreira no esporte de alto rendimento.

“No fim das contas, é um acordo muito positivo. É verdade que, durante todos esses anos, temos lutado para alcançar um melhor equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal para as mães”, acrescentou Guijarro.

“Com a implementação atual dessas medidas de conciliação, sentimos que fomos ouvidas sobre a possibilidade de construir uma carreira e ser mãe ao mesmo tempo. É fundamental que as atletas sintam que não precisam escolher entre suas vidas profissionais e pessoais.”

Segundo Reyes Bellver Alonso, diretora de futebol feminino da RFEF, a federação cobrirá o custo total do congelamento de óvulos e oferecerá diversos benefícios em outros tratamentos para todas as jogadoras da seleção que tenham sido convocadas pelo menos duas vezes. A parceria com a Tambre será válida até 2029.

“O debate sobre maternidade e conciliação entre vida profissional e pessoal é amplo. É positivo que essas questões estejam sendo discutidas, pois isso sempre ajuda a dar maior visibilidade ao tema em outras áreas”, pontuou Bellver Alonso.

Progresso significativo

Ela afirmou que o futebol tem feito avanços importantes na proteção dos direitos das jogadoras, dos contratos e das garantias durante a gravidez, o que inclui a eliminação de cláusulas anti-gravidez.

“Se existe uma área em que houve um trabalho real voltado aos direitos de maternidade, à proteção das mulheres e dos contratos, e à conciliação entre a vida profissional e pessoal no esporte feminino, essa área é o futebol”, ressaltou.

“Acredito que, muitas vezes, focamos nas críticas e deixamos de transmitir o quão pioneiros e benéficos são esses avanços, bem como as lutas que as jogadoras precisaram enfrentar.”

A RFEF esclareceu que o objetivo do acordo não é desencorajar as jogadoras de terem filhos enquanto estão na ativa. A intenção é oferecer mais uma opção, para que elas não precisem abrir mão da maternidade por causa da carreira esportiva.

A entidade afirmou ainda que a iniciativa complementa as políticas de conciliação já existentes. Isso inclui o suporte para que as jogadoras que já são mães possam manter seus filhos por perto durante viagens, períodos de concentração e torneios.

O anúncio também gerou debate entre organizações trabalhistas e de igualdade na Espanha. Algumas delas alertaram que o apoio aos tratamentos de fertilidade não deve substituir a necessidade de proteções trabalhistas mais sólidas para as mães.

Ana Peleteiro, medalhista de bronze olímpica no salto triplo, classificou a medida como “profundamente sexista” em um vídeo publicado nas redes sociais. Já o sindicato CCOO defendeu que o foco principal deve continuar sendo a conciliação entre a vida profissional e pessoal, além da proteção da gravidez durante as competições.

[Fonte Original]

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