Pioneirismo e legado foram os destaques da 9ª edição do Forbes Power Lunch Mulheres Mais Poderosas do Brasil, realizado nesta quinta-feira (10), no São Paulo Surf Club.
Na abertura, Katarina Camarotti, diretora-executiva do Grupo Forbes Brasil, destacou a importância de ampliar a voz e a presença das mulheres: “Por mais que lutemos contra a disparidade, ainda não estamos 100% nos lugares em que queremos estar. É um orgulho imenso poder ouvir, dar voz e levar o poder feminino para cada vez mais espaços de destaque.”
Com patrocínio de Lexus e apoio de Priya e Veuve Clicquot, o evento foi conduzido pela jornalista Anne Lottermann e reuniu lideranças femininas de diferentes setores. Entre as convidadas estavam Renata Vichi, ex-CEO e conselheira do Grupo CRM, Luana Ozemela, VP do iFood, Dani Ota, CEO da Dior, Sandra Chayo, CEO da Hope, e Fayda Belo, advogada e influenciadora.
“Fico muito feliz em estar ao lado de mulheres de diversos segmentos que, assim como eu, conseguiram criar o seu espaço e representar grandes marcas”, disse Soraya Battistini, gerente geral comercial do Grupo Toyota no Brasil, controlador da marca Lexus.
Nathália Schneider, sócia-proprietária da Priya, reforçou a importância da colaboração entre mulheres: “Acreditamos em empoderar e impulsionar umas às outras. Falamos sempre que ‘mais é mais’: quando uma cresce, todas crescem.”
Bruna Soares, gerente de marketing da Moët Hennessy, também destacou o significado do brinde de Veuve Clicquot, marca que tem uma história marcada pelo protagonismo feminino. “Estar aqui com tantas mulheres inspiradoras, que estão fazendo a diferença e desenhando o futuro do Brasil, é emocionante”, disse.
As últimas primeiras
No painel “As últimas primeiras: quando ocupar espaços abre caminhos e constrói legado”, a editora de Forbes Mulher, Fernanda Almeida, mediou a conversa com Juliana Sztrajtman, CEO da Amazon Brasil; Laiz Carvalho, economista para Brasil do BNP Paribas; e Katarina Camarotti, diretora-executiva do Grupo Forbes Brasil.
As executivas compartilharam os desafios de abrir as portas e conquistar espaços com poucas referências femininas. “Se você se torna a primeira, acaba virando uma referência. Entendi que tinha uma oportunidade muito grande de ser voz e espelho do que outras mulheres poderiam ser”, disse Laiz, que foi a primeira mulher negra a assumir uma posição de economista-chefe no Brasil.
Primeira mulher a se sentar na cadeira de CEO da Amazon no Brasil, Juliana contou que, quando foi promovida, recebeu uma enxurrada de mensagens, muitas delas de mulheres dizendo que aquela conquista era coletiva e que também permitiu que sonhassem chegar lá. “Eu não sabia se estava preparada para ser CEO, mas fiz igual quando decidi ter filho: a gente só descobre depois. E descobre que também não está preparada, e que está tudo bem.”
Ao ocupar esses espaços, elas assumiram como missão trazer mais mulheres para esses espaços. “A única certeza que eu tenho é que não vou ficar nesse cargo para sempre. Então, preciso trabalhar na formação de novas mulheres para que a próxima Laiz chegue, tenha acesso e queira essa cadeira”, disse a economista, que fundou a plataforma Black Swan para apoiar mulheres negras a subirem no mercado financeiro.
Para Juliana, é preciso ser intencional para mudar o cenário. “Se deixarmos o mundo correr, não teremos mais mulheres ocupando cargos importantes. Se formos intencionais, conseguimos trazer outras.”
Katarina ressaltou a importância da representatividade e o papel de veículos como a Forbes em dar visibilidade a trajetórias como essas. “A Forbes traz um retrato da realidade em que vivemos, mas é também um veículo que inspira. Queremos que as mulheres leiam e pensem: ‘eu posso estar nessa capa, meu sonho é fazer parte dessa lista’.”
Veja quem esteve presente no evento na galeria abaixo:
Confira detalhes do evento: