Minerador encontra pepita de ouro de 9 kg com o trator no Alasca; peça é vendida por R$ 3,9 milhões 23 anos depois

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O minerador Barry Clay empurrava terra com o trator de esteira perto da cidade de Ruby, no interior do Alasca, quando a lâmina expôs um bloco denso de ouro ainda grudado a quartzo.

Era 1998, e a peça pesava 294,1 onças troy, cerca de 9,15 quilos.

Mais de duas décadas depois, a pepita saiu de uma coleção particular e foi arrematada por US$ 750 mil, cerca de R$ 3,9 milhões na cotação atual, em leilão da Heritage Auctions realizado em dezembro de 2021.

O achado durante um turno comum de garimpo

Clay trabalhava na mina Swift Creek, no distrito de mineração de Ruby, no método chamado de placer: o minerador remove cascalho e terra com trator ou retroescavadeira e depois lava o material para separar o ouro, que é mais denso e fica retido.

Segundo a Heritage Auctions, ele notou algo fora do padrão no volume de terra empurrado e parou a máquina para verificar.

Em vez de flocos e pedaços de poucos gramas, comuns nesse tipo de operação, surgiu um bloco de tamanho incomum.

Por que uma pepita de quase 300 onças é rara

O peso e a presença de quartzo aderido tornam a peça excepcional.

A associação com quartzo indica que o material veio direto de um veio hidrotermal na rocha, sem ser desgastado até virar seixo liso.

A Divisão de Levantamentos Geológicos e Geofísicos do Alasca registrou o achado como a maior pepita já minerada no estado, batizada de Alaska Centennial Nugget por ter aparecido no centenário da Corrida do Ouro de Klondike.

Ela fica atrás apenas da “Boot of Cortez”, encontrada no México, entre as maiores já registradas no hemisfério ocidental.

Da descoberta ao leilão, duas décadas depois

Clay teria enterrado a pepita perto de uma árvore até decidir o que fazer com ela e, na sequência, vendeu a peça diretamente para um colecionador.

A peça ficou na mesma família por mais de vinte anos, fora do mercado, até chegar à Heritage Auctions para seu primeiro leilão público.

Minerador trabalhava na mina Swift Creek

Minerador trabalhava na mina Swift Creek (Imagem: Reprodução/Hike Valemount.)

Craig Kissick, diretor de Natureza e Ciência da casa, afirmou que existem menos de 50 pepitas de ouro acima de 250 onças no mundo, o que ajuda a explicar por que o valor de venda superou o preço do metal fundido.

O comprador paga também pela forma, pela documentação e pela história da peça.

O reconhecimento que veio depois do achado

O episódio marcou a carreira de Clay muito antes do leilão. Em 2010, ele foi eleito Minerador do Ano pelo Departamento de Recursos Naturais do Alasca, durante a convenção da associação de mineradores do estado.

A pepita continua sendo o maior registro individual de ouro já saído do solo alasquiano, e o preço pago em 2021 confirma que, para peças assim, a raridade pesa tanto quanto o próprio ouro.

Maria Clara JordãoMaria Clara Jordão

Escrito por

Maria Clara Jordão

[Fonte Original]

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