Três anos depois, ela foi uma das autoras de um artigo de pesquisa sobre os riscos de tendências racistas e sexistas nos modelos de linguagem. Na época, ela integrava a direção da equipe de ética do Google.
A empresa americana pediu que ela se retratasse dos resultados da pesquisa, o que ela se recusou a fazer, provocando sua demissão, segundo o júri.
Timnit se aprofundou no tema e, pouco depois, criou o centro de reflexão DAIR, cujos trabalhos destacam os preconceitos que os sistemas de IA provocam na vida de pessoas vítimas de discriminação e exclusão.
A fundação sueca também distinguiu a advogada paquistanesa defensora dos direitos humanos Jalila Haider, por sua luta “contra as perseguições étnicas, estatais e patriarcais”.
Outra entidade premiada por seu compromisso com os direitos das mulheres é o movimento social ecofeminista Rural Women’s Assembly (RWA), que reúne mais de 178.000 pequenas agricultoras de 11 países do sul da África.
O júri elogiou seus esforços para mobilizar as mulheres na defesa “do acesso à terra e às sementes” ante as empresas e o patriarcado.