Com Custo de R$ 62 por Watt, São Paulo Vira Alternativa Global para Data Centers, diz Turner & Townsend

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A cidade de São Paulo está próxima da mediana no ranking de custos de regiões globais para construção de data centers elaborado pela Turner & Townsend, empresa global de gestão de projetos.

O estudo aponta que São Paulo ocupa a 30ª posição, com um custo por watt de US$ 11,66, que representa R$ 62,12 por watt.

Com isso, a capital paulista é uma alternativa competitiva em comparação com polos consolidados, como o Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde o custo é de US$ 15,01 por watt (cerca de R$ 76,55 por watt), e o norte da Virgínia, também nos Estados Unidos, com US$ 11,80 por watt (cerca de R$ 60,18 por watt).

A capital fluminense, por sua vez, tem um custo mais alto, de US$ 12,59 por watt (R$ 67,05). Segundo a Turner & Townsend, isso reflete a expansão da capacidade do Rio de Janeiro e a sua atratividade para novos investimentos.

“A posição de São Paulo e do Rio de Janeiro no índice global reforça o Brasil como o principal polo de infraestrutura de data centers da América do Sul. Uma matriz energética diversificada, a crescente demanda por capacidade de computação em nuvem e a expansão da inteligência artificial mantêm o país atrativo para grandes investidores e empresas globais de hiperescala, conhecidas como hyperscalers”, analisa Henrique Cicchetto, diretor de Real Estate da Turner & Townsend no Brasil.

No contexto do relatório, o indicador “custo por watt” (US$/W) corresponde ao custo médio de construção por watt de capacidade elétrica de um data center.

Com isso, é possível comparar o custo de construção dessas instalações em diferentes localidades, independentemente do tamanho.

O indicador não se refere ao custo da eletricidade consumida pelo data center, mas ao custo de construção da infraestrutura para cada watt de capacidade instalada.

Ranking dos lugares mais caros para se construir um data center

  1. Tóquio (Ásia) — Custo por watt de US$ 18,28
  2. Osaka (Ásia) — Custo por watt de US$ 17,15
  3. Zurique (Europa) — Custo por watt de US$ 15,93
  4. Singapura (Ásia) — Custo por watt de US$ 15,39
  5. Vale do Silício (América do Norte) — Custo por watt de US$ 15,01
  6. Copenhague (Europa) — Custo por watt de US$ 14,41
  7. Nova Jersey (América do Norte) — Custo por watt de US$ 14,22
  8. Oslo (Europa) — Custo por watt de US$ 13,95
  9. Estocolmo (Europa) — Custo por watt de US$ 13,92
  10. Helsinque (Europa) — Custo por watt de US$ 13,33
  11. Chicago (América do Norte) — Custo por watt de US$ 13,28
  12. Portland (América do Norte) — Custo por watt de US$ 13,22
  13. Paris (Europa) — Custo por watt de US$ 13,12
  14. Hong Kong (Ásia) — Custo por watt de US$ 12,97
  15. Londres (Europa) — Custo por watt de US$ 12,95
  16. Berlim (Europa) — Custo por watt de US$ 12,79
  17. Auckland (Austrália e Nova Zelândia) — Custo por watt de US$ 12,69
  18. Amsterdã (Europa) — Custo por watt de US$ 12,64
  19. Dublin (Europa) — Custo por watt de US$ 12,60
  20. Rio de Janeiro (América Latina) — Custo por watt de US$ 12,59
  21. Frankfurt (Europa) — Custo por watt de US$ 12,49
  22. Viena (Europa) — Custo por watt de US$ 12,49
  23. Monterrey (América Latina) — Custo por watt de US$ 12,41
  24. Cardiff (Europa) — Custo por watt de US$ 12,35
  25. Milão (Europa) — Custo por watt de US$ 12,30
  26. Jacarta (Ásia) — Custo por watt de US$ 11,96
  27. Norte da Virgínia (América do Norte) — Custo por watt de US$ 11,80
  28. Toronto (América do Norte) — Custo por watt de US$ 11,76
  29. Columbus (América do Norte) — Custo por watt de US$ 11,71
  30. São Paulo (América Latina) — Custo por watt de US$ 11,66
  31. Indianápolis (América do Norte) — Custo por watt de US$ 11,65
  32. Querétaro (América Latina) — Custo por watt de US$ 11,49
  33. Madri (Europa) — Custo por watt de US$ 11,35
  34. Barcelona (Europa) — Custo por watt de US$ 11,18
  35. Lisboa (Europa) — Custo por watt de US$ 11,07
  36. Phoenix (América do Norte) — Custo por watt de US$ 11,05
  37. Charlotte (América do Norte) — Custo por watt de US$ 11,05
  38. Atlanta (América do Norte) — Custo por watt de US$ 10,91
  39. Lagos (África) — Custo por watt de US$ 10,87
  40. Arábia Saudita (Oriente Médio) — Custo por watt de US$ 10,80
  41. Sydney (Austrália e Nova Zelândia) — Custo por watt de US$ 10,74
  42. Varsóvia (Europa) — Custo por watt de US$ 10,72
  43. Cidade do Cabo (África) — Custo por watt de US$ 10,70
  44. Joanesburgo (África) — Custo por watt de US$ 10,62
  45. Melbourne (Austrália e Nova Zelândia) — Custo por watt de US$ 10,58
  46. Tulsa (América do Norte) — Custo por watt de US$ 10,57
  47. Dallas (América do Norte) — Custo por watt de US$ 10,51
  48. Seul (Ásia) — Custo por watt de US$ 10,42
  49. Kuala Lumpur (Ásia) — Custo por watt de US$ 10,06
  50. Johor Bahru (Ásia) — Custo por watt de US$ 10,06
  51. Nairóbi (África) — Custo por watt de US$ 10,03
  52. Montevidéu (América Latina) — Custo por watt de US$ 9,89
  53. Catar (Oriente Médio) — Custo por watt de US$ 9,80
  54. Santiago (América Latina) — Custo por watt de US$ 9,75
  55. Bangkok (Ásia) — Custo por watt de US$ 9,67
  56. Manila (Ásia) — Custo por watt de US$ 9,55
  57. Taipé (Ásia) — Custo por watt de US$ 9,44
  58. Emirados Árabes Unidos (Oriente Médio) — Custo por watt de US$ 9,20
  59. Bogotá (América Latina) — Custo por watt de US$ 9,13
  60. Cidade de Ho Chi Minh (Ásia) — Custo por watt de US$ 8,32
  61. Mumbai (Ásia) — Custo por watt de US$ 6,83
  62. Xangai (Ásia) — Custo por watt de US$ 5,79

Ganho de escala traz desafios à tona

O relatório da Turner & Townsend ainda revela que 52% dos especialistas estimam que até o próximo ano a maioria dos projetos que serão desenvolvidos no mundo todo será destinada a cargas de trabalho de inteligência artificial.

Entre os principais gargalos identificados pelo setor, a disponibilidade de energia é um dos mais relevantes — 56% dos especialistas consideram que é um obstáculo crítico.

A avaliação dos entrevistados para a pesquisa é de que os processos de aprovação e as conexões à rede elétrica costumam levar de um a dois anos (52%) ou até mais de 24 meses (32%).

Ademais, 81% relatam restrições moderadas ou graves à disponibilidade de profissionais altamente qualificados.

“A América Latina atravessa um momento decisivo no amadurecimento de sua infraestrutura digital. O grande volume de capital destinado ao desenvolvimento de data centers em mercados estratégicos, como Brasil, México e Chile, demonstra o enorme potencial da região”, avalia Lloyd Wallace, diretor de Real Estate e Data Centers para a América Latina da Turner & Townsend.

“No entanto, ampliar a capacidade operacional para responder à expansão da inteligência artificial exige superar gargalos importantes relacionados à viabilidade do fornecimento de energia elétrica, à eficiência no uso da água e à disponibilidade de mão de obra especializada”, conclui.

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