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Na quinta-feira (12), o Ariane 64, versão mais potente do foguete Ariane 6, lançou 32 satélites da constelação Amazon Leo a partir do Centro Espacial Europeu, em Kourou, na Guiana Francesa. A iniciativa integra a estratégia da empresa para competir com a Starlink no mercado global de internet via satélite.
Após a decolagem, os satélites foram liberados com sucesso e seguiram para as órbitas previstas. A operação foi acompanhada em tempo real por equipes técnicas e autoridades no centro de controle. Segundo a Arianespace, responsável pelo lançamento, o desempenho confirmou a capacidade do Ariane 6 em executar missões complexas e transportar grandes cargas.
Em resumo:
- Novo foguete Ariane 6 lançou 32 satélites Amazon Leo em voo de estreia;
- Objetivo da Amazon, de Jeff Bezos, é competir com a Starlink, de Elon Musk;
- Veículo europeu confirmou capacidade em missões complexas;
- Amazon planeja constelação com cerca de 3.200 satélites.
- Empresa também contratou lançamentos com a SpaceX e a Blue Origin.
Novo foguete tem quatro propulsores
Para cumprir a missão, o Ariane 64 utilizou quatro propulsores auxiliares, dobrando sua potência em relação às versões anteriores. Essa configuração permitiu levar ao espaço o maior número de satélites já transportado por um foguete da família Ariane. A adaptação amplia a competitividade europeia no mercado de lançamentos comerciais.
Mission VA267: Launch success
On February 12, 2026, with the first Ariane 64, the most powerful version of Ariane 6 equipped with four boosters, Arianespace placed into orbit 32 satellites for Amazon Leo.
The VA267 mission kicks-off the first of a series of 18 Ariane 6 launches… pic.twitter.com/dsEj416kNk
— Arianespace (@Arianespace) February 12, 2026
Executivos da Arianespace acreditam que contratos como o da Amazon fortalecem o programa Ariane 6. A expectativa é ampliar gradualmente o número de lançamentos anuais. Estão previstos outros voos este ano, consolidando o foguete como peça central da indústria espacial europeia.
Especialistas alertam, no entanto, que a Europa precisa diversificar sua carteira de clientes para garantir maior autonomia. Mesmo assim, a parceria com a Amazon é considerada fundamental no momento. O sucesso da missão reforça a confiança no lançador e pode estimular novos investimentos no setor espacial do continente.

Leia mais:
Sobre a Amazon Leo
Fundada por Jeff Bezos, a Amazon já conta com 175 satélites em órbita e planeja expandir a constelação para cerca de 3.200 unidades. O objetivo é oferecer acesso à internet de alta velocidade em diferentes regiões do planeta, incluindo áreas remotas. O modelo segue a tendência de grandes redes formadas por milhares de pequenos satélites.
A Starlink, líder nesse segmento, opera atualmente uma constelação com aproximadamente 10 mil satélites ativos. A disputa entre as empresas ocorre em um setor considerado estratégico, tanto do ponto de vista comercial quanto geopolítico. A conectividade espacial é essencial para comunicações, serviços e segurança digital.
A Amazon adquiriu mais 10 lançamentos do foguete Falcon 9, da SpaceX, para acelerar a expansão da constelação Leo. A empresa também dobrou o contrato do New Glenn, da Blue Origin, passando de 12 para 24 missões. Já o acordo com a Arianespace segue sem alterações.
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