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sábado, fevereiro 21, 2026

Ampliar o acordo Mercosul-Índia é prioridade, diz Lula a empresários

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Ampliar acordo Mercosul-Índia é uma prioridade, com vistas a um futuro acordo de livre comércio, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no encerramento do Fórum Empresarial Índia-Brasil, realizado pela ApexBrasil neste sábado (21), na capital indiana. Atualmente, o acordo estabelece preferência para 450 linhas tarifárias, mas a ampliação da lista está em negociação.

“É um dia muito promissor para a Índia e para o Brasil”, disse Lula. “Sou muito otimista, porque temos similaridades e desejo de deixarmos de ser países em desenvolvimento para nos transformarmos em países desenvolvidos.”

As oportunidades estão dadas, afirmou, acrescentando que cabe a ele e ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, abrir portas para o empresariado trabalhar. Desde que combinou com o indiano a visita, foi decidido que deveria haver um grande encontro empresarial “para fazer jus aos desejos de nos tornarmos grandes economias.” O evento contou com quase 900 empresários dos dois lados.

Brasil e Índia têm o compromisso de elevar o comércio bilateral dos atuais US$ 15 bilhões para US$ 20 bilhões até 2030, mas não será surpresa se nesse ano o fluxo estiver em US$ 30 bilhões, disse Lula. “É só correr atrás.”

O comércio é modesto, na visão do presidente, porque os dois países “não se olhavam”. Agora, disse resolveram mudar o comportamento.

Antes da sessão de encerramento do encontro empresarial, Lula reuniu-se com os líderes das 14 maiores empresas da Índia, um grupo cujo valor de mercado somado chega a US$ 1 trilhão. “Disse aos empresários que estive na Índia em 2005, quando [o país asiático] conseguiu ter reserva internacional de US$ 100 bilhões. O Brasil não tinha reserva e devia US$ 30 bi ao FMI”, contou. “Por causa daquela viagem, resolvi que o Brasil tinha de ter reservas internacionais.”

Lula destacou a inauguração de um escritório da Apex em Nova Déli e informou que os acordos assinados neste sábado permitirão a troca de experiências entre micro e pequenas empresas brasileiras e indianas. Destacou também ter assinado a primeira parceria digital do Brasil com outro país.

Brasil e Índia querem ser motor de um novo modelo de desenvolvimento, disse Lula. A Índia, disse é o mercado de bioenergia que mais cresce no mundo, enquanto o Brasil tem meio século de experiência com etanol. “Transição energética não se fará sem minerais críticos”, acrescentou. “Queremos atrair a cadeia de processamento dessa riqueza para o território, sem fazer opções excludentes”, afirmou.

O presidente ressaltou ainda a cooperação na área de saúde e disse que foram firmados no fórum três acordos de parceria estratégica com a Fiocruz para desenvolver vacina, medicamentos e insumos essenciais.

Falou também dos acordos assinados pela Embraer com as indianas Mahindra e Adani para a produção de aeronaves militares e civis, respectivamente.

* A repórter viajou a convite da ApexBrasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na Ásia para visitas de Estado e assinar acordos bilaterais — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

[Fonte Original]

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