Bad Bunny transformou o Levi’s Stadium em uma vibrante homenagem a Porto Rico durante o show do intervalo do Super Bowl no domingo, proporcionando uma viagem cheia de energia pela cultura da ilha, com a participação surpresa de Lady Gaga e uma homenagem do pioneiro do reggaeton Daddy Yankee.
O espetacular intervalo marcou um momento histórico para a música latina no maior palco dos Estados Unidos, após a apresentação recorde de Kendrick Lamar no ano passado, que atraiu mais de 130 milhões de espectadores, com Bad Bunny usando a plataforma para celebrar sua herança cultural e, ao mesmo tempo, consolidar o lugar do reggaeton na cultura mainstream norte-americana.
Segundo levantamento da NBC, o show de Bad Bunny teve audiência de 135 milhões de pessoas em todo o mundo, batendo recordes como a apresentação mais vista da história do evento.
Vestido com um terno branco, o astro de 31 anos abriu o show com “Tití Me Preguntó” enquanto caminhava por cenas cuidadosamente elaboradas da vida porto-riquenha — agricultores com chapéus tradicionais, jogadores de dominó e boxeadores.
A apresentação atingiu seu auge em um palco secundário chamado “La Casita” (a casinha), onde ele cantou “Yo Perreo Sola”, “Safaera” e “Party”, enquanto celebridades como Pedro Pascal, Karol G, Cardi B e Jessica Alba foram vistas dançando na multidão.
Ricky Martin apareceu para “LO QUE LE PASÓ A HAWAii” enquanto Bad Bunny hasteava a bandeira porto-riquenha e cantava “El Apagón”, com o estádio explodindo em luzes antes de ele apresentar “CAFé CON RON” e gritar “Deus abençoe a América!” enquanto nomeava todos os países do continente durante um desfile de bandeiras.
“A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor” foi exibido no estádio, enquanto ele se despedia do público com “DtMF”, a faixa-título de seu álbum vencedor do Grammy, “Debí Tirar Más Fotos”.
A reação de Trump à Bad Bunny
A escolha de Bad Bunny, cujo nome completo é Benito Antonio Martinez Ocasio, para se apresentar no show do intervalo gerou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de outros conservadores devido às críticas abertas do artista à política de imigração dos EUA.
Trump atacou a apresentação — que foi realizada principalmente em espanhol e celebrou a cultura latina — em uma longa postagem no Truth Social no domingo, ecoando meses de indignação da direita com a decisão da NFL de escolher o cantor porto-riquenho, que já havia criticado as políticas de imigração restritivas do governo dos EUA.
“O show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos!”, escreveu Trump na rede social.
O presidente chamou o show de “uma afronta à grandeza da América” e afirmou que “não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, sem explicar o porquê de sua opinião. Trump também reclamou que a maior parte da apresentação foi em espanhol, dizendo: “Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”.
Sem especificar o que queria dizer, o presidente também classificou a dança durante a apresentação como “nojenta, especialmente para as crianças pequenas que estão assistindo”.