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segunda-feira, fevereiro 9, 2026

Como Se Proteger dos Golpes Mais Perigosos do Carnaval? 

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Uma das maiores festas populares do país, o Carnaval é conhecido por movimentar economias locais ao gerar renda, empregos e aquecer o turismo. Para 2026, a previsão é que esse número bata recordes.

Segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os valores devem chegar a R$ 14,5 bilhões em receitas em todo o Brasil. Isso representa um acréscimo de 3,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Diante de sua relevância financeira, a data se consolidou como um terreno fértil para golpes no Brasil — principalmente por meio de pagamentos via máquinas de cartões, Pix e plataformas digitais. Entre julho de 2024 e junho de 2025, em torno de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes envolvendo esses meios de pagamento, com prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Além disso, a Serasa Experian alerta que no Carnaval já foi registrada uma tentativa de fraude a cada 2,4 segundos envolvendo documentos, dados pessoais e celulares. Para este ano, a expectativa é de que os criminosos intensifiquem as ações.

Gilberto Reis, diretor de operações da Runtalent, empresa de soluções digitais, comenta que a atenção deve ser redobrada durante o período festivo, especialmente porque as pessoas tendem a usar redes de internet públicas para acessar aplicativos bancários. “Isso cria oportunidades para criminosos aplicarem golpes financeiros e roubarem dados pessoais”, afirma.

Como se proteger?

Na maioria das vezes, as fraudes têm um certo senso de urgência. Desconfie de mensagens com ações imediatas, e-mails e links recebidos por aplicativos ou redes sociais.

Para evitar o golpe, verifique os remetentes, não clique em links desconhecidos e nunca informe códigos de verificação. Os criminosos costumam se passar por empresas, bancos ou até contatos conhecidos para induzir as vítimas a fornecer senhas ou informações pessoais.

Ao se conectar a uma rede Wi-Fi pública, certifique-se de que é a rede legítima do local e evite acessar contas bancárias, fazer compras online ou inserir senhas importantes enquanto estiver conectado. Fique atento, pois se o nome do Wi-Fi mudar inesperadamente, não se conecte. Para assegurar a proteção desative a função de “conexão automática” no seu celular ou computador.

Outra dica é ativar a autenticação de dois fatores em serviços como e-mail, redes sociais e aplicativos bancários. Esse recurso adiciona uma camada extra de proteção, dificultando o acesso indevido mesmo que a senha seja comprometida.

Quanto às senhas, evite combinações óbvias, como datas de nascimento ou sequências numéricas simples. “Além disso, o ideal é não reutilizar o mesmo código em diferentes plataformas, pois isso pode aumentar os riscos caso uma conta seja invadida”, destaca Reis, da Runtalent.

Nas transações via Pix e boletos, confira os dados antes da confirmação do pagamento, como o nome do destinatário e o CNPJ da empresa. No caso dos boletos, cheque se os primeiros números da linha digitável correspondem ao banco emissor.

Não finalize pagamentos a partir de links recebidos por mensagens ou redes sociais. “Sempre prefira acessar o site oficial da empresa ou o aplicativo do banco”, recomenda o especialista.

[Fonte Original]

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