O Ibovespa fechou em alta de mais de 2% nesta quarta-feira, 11, ultrapassando a marca de 190 mil pontos pela primeira vez.
O movimento foi tracionado por blue chips como Vale, Petrobras e Itaú Unibanco, na esteira do persistente fluxo de capital externo para as ações brasileiras.
O noticiário corporativo reforçou o viés positivo, com Suzano disparando mais de 13% após resultado forte e expectativas otimistas para a demanda de celulose, enquanto TIM saltou 8%, também refletindo a repercussão a números melhores do que os previstos.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro avançou 2,18%, a 189.982,63 pontos, 190.561,18 no melhor momento, novo recorde intradia, após superar na sessão os 188 mil e os 189 mil pontos pela primeira vez. Na mínima, registrou 185.936,27 pontos.
Dólar cai ao menor valor desde maio de 2024
O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira foi mais uma vez decisivo para a queda do dólar ante o real nesta sessão, em movimento que esteve em sintonia com recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior.
O dólar fechou o dia com queda de 0,20%, aos R$ 5,18 — o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou aos R$ 5,15. No ano, a divisa acumula agora baixa de 5,50%.
Após abrir a sessão em baixa, o dólar zerou as perdas no Brasil e chegou a ser cotado na máxima de R$ 5,20 (+0,13%) às 10h33, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, após a divulgação do relatório de empregos payroll nos EUA.
O documento mostrou que a economia norte-americana gerou 130 mil postos de trabalho em janeiro, bem acima da projeção de 70 mil vagas apontada em pesquisa da Reuters com economistas. A taxa de desemprego ficou em 4,3% em janeiro, ante projeção de 4,4%.
Em reação aos números, os rendimentos dos Treasuries passaram a registrar altas fortes e o dólar ganhou força, em meio à leitura de que o espaço para cortes de juros nos EUA diminuiu.
No entanto, o forte fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa voltou a ditar o ritmo dos negócios no Brasil, com o dólar à vista atingindo a mínima de R$ 5,16 (-0,54%) às 11h09 — em um momento em que o Ibovespa superava recordes históricos.
“Há um fluxo financeiro forte para emergentes, com o dólar perdendo valor globalmente. No Brasil, a bolsa está renovando recordes sequenciais, e aí não tem jeito: é muita oferta de dólar e o preço vem para baixo mesmo”, comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital.