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domingo, fevereiro 8, 2026

Por Que a Medalha de Ouro da Olimpíada de Inverno de 2026 É a Mais Valiosa de Todos os Tempos

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As medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos de Inverno deste ano, em Milão-Cortina, valerão mais do que nunca, já que os preços do ouro e da prata subiram nos últimos meses — e atletas dispostos a se desfazer de suas medalhas provavelmente poderão vendê-las por uma quantia elevada.

Embora as cotações do ouro e da prata tenham recuado em relação aos recordes atingidos na semana passada, a prata está cerca de três vezes mais cara do que durante a Olimpíada de Paris 2024, enquanto o ouro custa aproximadamente o dobro. Isso significa que as medalhas deste ano terão um valor muito maior.

As medalhas de ouro, porém, não são feitas apenas de ouro: elas são produzidas com cerca de 500 gramas de prata e recebem um banho de 6 gramas de ouro, enquanto as medalhas de prata são feitas com 500 gramas de prata.

Projeções

Stephen Hare, economista-chefe da Oxford Economics, disse à Forbes que as medalhas de ouro de Milão-Cortina valerão cerca de US$ 1.940 (R$ 10.282), enquanto as de prata valerão cerca de US$ 1.000 (R$ 5.300), com base nas projeções de preços da consultoria para 2026, que estimam o ouro a US$ 4.690 e a prata a US$ 64.

Hare observou que as previsões de preços de commodities da Oxford Economics são inferiores aos valores atuais de mercado à vista, explicando que as estimativas buscam eliminar a volatilidade que fez os preços oscilarem fortemente nas últimas semanas.

As medalhas de Milão-Cortina valem muito mais do que as conquistadas nos últimos Jogos de Inverno, em 2022, quando a Oxford Economics avaliou as medalhas de ouro em US$ 700 (R$ 3.710) e as de prata em cerca de US$ 350 (R$ 1.855).

A Dillon Gage Metals, empresa de negociação de metais sediada no Texas, disse à Forbes que projeta um valor ainda maior, de cerca de US$ 2.357 (R$ 12.492,10) para uma medalha de ouro de Milão-Cortina e US$ 1.399 (R$ 7.414,70) para uma de prata, com base em um preço à vista do ouro de US$ 4.967,90 (R$ 26.329,87) por onça troy e de US$ 87 (R$ 461,10) para a prata.

Hare afirmou que a Oxford Economics projeta que a prata valha cerca de 2% mais do que hoje na próxima Olimpíada, em 2028, o que sugere que as medalhas conquistadas nesses Jogos poderão ser ligeiramente mais valiosas do que as de Milão-Cortina.

Valor de revenda

Atletas dispostos a vender as medalhas conquistadas em Milão-Cortina podem receber um pagamento significativo, disse Bobby Eaton, especialista em memorabilia olímpica da casa de leilões RR Auction, de Boston, à Forbes. Ele estima que uma medalha de ouro pode ser leiloada por algo entre US$ 60.000 (R$ 318.000) e US$ 80.000 (R$ 424.000) se o atleta decidir vendê-la nas semanas seguintes aos Jogos, destacando que o valor pode ser ainda maior caso a medalha tenha sido conquistada por um atleta famoso em um esporte popular.

Os medalhistas conseguem extrair mais valor logo após os Jogos, explicou Eaton, porque “não há muitas disponíveis no mercado, e isso eleva o preço, já que os colecionadores querem um conjunto completo”. Segundo ele, porém, a alta recente do ouro e da prata provavelmente não afeta quanto as medalhas podem render em leilão, pois seu valor vem do fato de serem medalhas olímpicas — itens muito procurados por colecionadores —, e não do metal precioso em si.

Medalhas do passado

Eaton disse que a RR Auction vendeu três medalhas do mergulhador Greg Louganis por mais de US$ 430.000 (R$ 2.279.000) em julho, incluindo US$ 200.000 (R$ 1.060.000) por um ouro conquistado nos Jogos de Seul, em 1988, US$ 199.000 (R$ 1.054.700) por um ouro obtido nos Jogos de Los Angeles, em 1984, e US$ 30.000 (R$ 159.000) por uma prata conquistada em Montreal, em 1976. Segundo Eaton, os valores elevados se devem ao fato de Louganis ser um atleta conhecido, considerado por alguns o maior mergulhador de todos os tempos.

Uma medalha de ouro de Paris 2024, acompanhada de uma tocha de revezamento rara, foi vendida por US$ 124.000 (R$ 657.200) no último verão, afirmou Eaton. Medalhas mais antigas tiveram valores menores, como um ouro de Turim 2006, vendido por US$ 43.000 (R$ 227.900), e um ouro de Los Angeles 1932, vendido por US$ 18.000 (R$ 95.400) na RR Auction no ano passado.

O nadador Ryan Lochte, dono de 12 medalhas olímpicas, também lucrou com suas conquistas, vendendo três ouros no mês passado por US$ 385.520 (R$ 2.043.256) na Goldin Auctions. Em 2022, Lochte vendeu seis medalhas — três pratas e três bronzes — por mais de US$ 166.000 (R$ 879.800) na RR Auction.

Uma medalha de ouro de 1936 conquistada pelo velocista americano Jesse Owens foi arrematada em leilão pelo bilionário Ron Burkle por US$ 1,47 milhão (R$ 7.791.000) em 2013 — o equivalente a mais de US$ 2 milhões (R$ 10.600.000) em valores atuais. Essa é a medalha mais valiosa de todos os tempos.

Quanto valem o ouro e a prata agora?

O preço do ouro estava próximo de US$ 4.973,30 (R$ 26.358,49) na sexta-feira, enquanto a prata à vista estava em US$ 77,02 (R$ 408,21). Ambos os metais oscilaram fortemente na última semana após uma disparada histórica que elevou o preço do ouro em cerca de 65% e o da prata em aproximadamente 150% em 2025. Os preços despencarem após o presidente Donald Trump anunciar Kevin Warsh como sua indicação para presidir o Federal Reserve.

Analistas esperam que os preços dos metais permaneçam voláteis no curto prazo. Em relatório divulgado no início desta semana, o CEO da Metals Daily, Ross Norman, afirmou que a volatilidade é grande porque a negociação especulativa fez as commodities parecerem “mais um cassino do que um mercado”, enquanto analistas do Saxo Bank previram na quinta-feira que a prata “continuará negociando de forma violenta em ambas as direções”.

*Matéria originalmente publicada em Forbes.com

[Fonte Original]

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