Moradores de Simões Filho, Camaçari, Lauro de Freitas e de outros municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS) precisam se preparar. O Sindicato dos Rodoviários Metropolitano (Sindmetro) confirmou a greve geral por tempo indeterminado. Veja quais linhas e cidades que serão afetadas!
O presidente do Sindicato dos Rodoviários Metropolitanos (Sindmetro), Mário Cleber, confirmou que a categoria deve entrar em greve a partir de 0h01 desta quarta-feira (11/02). O anúncio ocorreu na manhã desta última segunda-feira (9/02).
A paralisação ganhou força após assembleia realizada na última quarta-feira (4), em dois turnos, na sede do sindicato, em Lauro de Freitas. Na ocasião, os trabalhadores rejeitaram a proposta das empresas, que previa reajuste de 4,26% nos salários, no ticket alimentação e na cesta básica. Para cumprir a legislação, o Sindmetro publicou o edital de greve no jornal A Tarde, na edição de quinta-feira (5/02).
Quais são as cidades e empresas atingidas na greve
A interrupção afeta diversas operadoras do sistema. O movimento deve atingir empresas como:
- Expresso Vitória
- Atlântico Transportes
- Expressso Metropolitano
- Avanço Transportes
- a frota de ônibus elétricos
- a ATP
- entre outras.
O impacto alcança cidades como Simões Filho, Camaçari, Lauro de Freitas, Candeias, Madre de Deus, São Francisco do Conde, Santo Amaro, São Sebastião do Passé, Linha Verde e Mata de São João.
Assembleia Marcada pra Hoje (10/02)
Enquanto isso, o sindicato mantém mobilização. Nesta terça-feira (10), a categoria participa de uma assembleia permanente de organização, marcada para as 15h, também na sede do Sindmetro. Se as empresas não apresentarem uma proposta, a greve será mantida.
Ao reforçar o início da greve, Mário Cleber afirmou que o movimento deve alcançar toda a RMS. Segundo ele, qualquer proposta apresentada pela Justiça ou pelos empresários só será debatida durante a assembleia.
O dirigente também alertou para reflexos no período do Carnaval, caso não haja acordo. De acordo com ele, sem negociação, nenhuma linha metropolitana seguirá até as estações durante a festa. O metrô, segundo o sindicalista, deve operar 24 horas, concentrando a maior parte dos deslocamentos.
No encerramento, Mário Cleber criticou a situação do sistema de transporte metropolitano. Ele apontou desgaste da frota, dificuldades financeiras das empresas e ausência de subsídios públicos. O sindicalista destacou ainda que as tarifas seguem congeladas há cerca de três anos.