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quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Varejo Tem Queda de 1,3% em Janeiro com Desaceleração da Renda, Aponta Índice Stone

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O varejo brasileiro teve queda de 1,3% em janeiro, mostrando que o início do ano e o panorama geral ainda é de desaceleração da atividade econômica, apontou o Índice do Varejo Stone (IVS), divulgado nesta quarta-feira (11). Na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume de vendas apresentou retração de 5,9%.

O estudo mostra que apenas um dos oito segmentos analisados teve alta no mês — o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceu 1,4%, influenciado pela deflação da alimentação no domicílio

Entre as principais baixas estão artigos farmacêuticos e combustíveis e lubrificantes (-5,6%); material de construção (-3,3%); livros, jornais, revistas e papelaria (-1,9%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,5%) e móveis e eletrodomésticos (-0,3%). Já o segmento de tecidos, vestuário e calçados apresentou estabilidade na comparação mensal.

Embora o mercado de trabalho ainda apresente resultados robustos e siga sustentando a renda, os dados apontam que já há sinais de moderação, diz Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone. Isso porque o consumo permanece pressionado por um ambiente financeiro restritivo, com juros elevados, crédito mais caro e um nível historicamente alto de endividamento das famílias, que continua limitando o espaço para novas compras.

Acumulado do ano

No comparativo anual, todos os oito segmentos analisados apresentaram retração. A maior queda foi observada em:

  • combustíveis e lubrificantes (-15,1%);
  • artigos farmacêuticos (-7,5%); 
  • tecidos, vestuário e calçados (-6,7%);
  • livros, jornais, revistas e papelaria (-5,5%); 
  • material de construção (-4,7%); 
  • outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%); 
  • hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-4,2%);
  • móveis e eletrodomésticos (-2,3%).

Por estado

No recorte regional, somente um estado apresentou crescimento na comparação anual. O avanço foi registrado no Amapá (2,9%). Já entre as regiões com retração nas vendas, os piores resultados foram observados:

  • Rio Grande do Sul (-10,2%)
  • Rio Grande do Norte (-7,6%)
  • Amazonas (-7,3%)
  • Santa Catarina (-6,5%)
  • São Paulo e Distrito Federal (-6,4%)
  • Espírito Santo (-6,2%)
  • Tocantins (-5,8%)
  • Paraíba (-5,7%)
  • Mato Grosso (-5,4%)
  • Ceará (-5,3%)
  • Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (-5,2%)
  • Paraná (-4,9%)
  • Acre (-4,8%)
  • Bahia, Pernambuco e Sergipe (-4%)
  • Goiás (-3,4%)
  • Rondônia (-3,3%)
  • Rio de Janeiro (-3,2%)
  • Alagoas (-2,3%)
  • Roraima(-1,1%)
  • Piauí (-1%)
  • Pará (-0,4%)
  • Maranhão (-0,1%)

O pesquisador da Stone comenta que mesmo estados que haviam apresentado desempenho positivo em meses anteriores passaram a apresentar queda.

[Fonte Original]

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