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domingo, fevereiro 8, 2026

Viajantes de Alto Patrimônio Pagam Stylists para Criar Roteiros

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Segundo o grupo de hospitalidade Marriott Bonvoy, os interesses ligados ao estilo de vida devem ser um dos principais fatores a moldar o turismo em 2026. Mais da metade (56%) dos adultos do Reino Unido já fez uma viagem motivada por uma paixão pessoal, transformando as férias em oportunidades de imersão naquilo que amam, revelou a empresa em uma pesquisa recente.

Para viajantes globais atentos ao estilo, as oportunidades de vivenciar a paixão pela moda durante as férias estão atingindo um novo patamar em 2026. Viagens personalizadas com stylists renomados estão em alta, com alguns viajantes pagando valores de cinco dígitos por itinerários feitos sob medida.

De explorações da herança têxtil na Índia a aprendizados sobre design sustentável em Copenhague, estes são os roteiros mais procurados que stylists estão oferecendo — e por que os viajantes estão deixando de lado destinos clássicos em favor de lugares mais distantes.

De Copenhague a Seul: Novos destinos para o turismo de moda

Viajar por moda está longe de ser uma tendência recente. Os mais abastados já consagraram o circuito Paris–Londres–Nova York como uma peregrinação obrigatória. Mas, segundo Oriona Robb, stylist de moda global com 20 anos de experiência no setor, os viajantes estão cada vez mais em busca de destinos alternativos que ofereçam narrativas autênticas de design, em vez de apenas compras de luxo.

“Os clientes se sentem atraídos pela Índia por sua extraordinária herança têxtil, pelo Marrocos por suas comunidades artesãs de couro, por Copenhague pela inovação em design sustentável e até por Antuérpia por sua cena de moda vanguardista”, afirma.

“Mas a tendência mais intrigante é o surgimento de capitais da moda inesperadas. Tenho visto interesse em Lagos, por sua vibrante cena de design contemporâneo, e em Seul, por sua combinação única de estética tradicional e futurista. Esses destinos oferecem algo que as capitais da moda já estabelecidas não conseguem: a oportunidade de acompanhar a evolução do estilo em tempo real.”

Encontros com artesãos e descoberta de técnicas tradicionais

Robb pode organizar visitas a arquivos de casas de moda, tours privados por ateliês e até períodos de aprendizado com mestres artesãos — não apenas em locais consagrados como a Bond Street, mas em diversas partes do mundo. Ela já ajudou clientes a planejar imersões de cinco dias no Rajastão para entender as tradições de estamparia em blocos, além de explorações de uma semana das técnicas têxteis japonesas em Quioto.

Segundo Robb, quando o roteiro deixa de ser apenas uma lista de luxos e passa a construir uma compreensão mais profunda de como as roupas são realmente feitas, os clientes costumam voltar com uma percepção transformada da moda. Em um mundo globalizado e hiper-tecnológico, cresce a busca por viagens que ofereçam a exclusividade do conhecimento local e do artesanato.

GETTY e Oriona Robb (à direita) é uma stylist de moda global com 20 anos de experiência no setor

“Já vi clientes voltarem da Índia com uma relação completamente transformada com cores e texturas após vivenciarem processos tradicionais de tingimento e bordado, ou retornarem do Japão com uma nova valorização do minimalismo depois de testemunharem a precisão da confecção de quimonos”, diz ela. “Não se trata mais de possuir moda, mas de se tornar guardião do artesanato.”

Angela Kyte, stylist de luxo, observa um efeito semelhante ao levar clientes para o exterior. “Para muitos, essas viagens têm menos a ver com consumo e mais com conexão — com herança cultural, arte e consigo mesmos”, afirma. “Eles buscam experiências que sejam nutritivas e significativas, e não transacionais.”

Viajantes que pagam cinco dígitos por roteiros de moda

Robb afirma que seus clientes costumam ter entre 35 e 55 anos e são profissionais bem-sucedidos, como executivos de alto escalão, empreendedores de sucesso ou líderes criativos que “entendem que o estilo pessoal é uma forma de comunicação estratégica”.

GETTY e Angela KyteOs clientes da Kyte frequentemente estão passando por um período de transição

Quanto ao investimento nessas viagens, os valores variam bastante de acordo com os objetivos. “Uma jornada de moda completa geralmente custa entre US$ 18.500 (R$98.257) e US$ 62.000 (R$ 329.294) por uma experiência de uma semana”, explica. Isso inclui hospedagem de luxo, de US$ 620 (R$ 3.292) a US$ 1.860 (R$ 9.878) por noite, serviços de consultoria e curadoria, de US$ 3.720 (R$ 19.757) a US$ 9.920 (R$ 52.687), dependendo da complexidade, taxas de acesso exclusivo a ateliês privados e arquivos, de US$ 2.480 (R$ 13.171) a US$ 6.200 (R$ 32.929), e orçamento para criação ou aquisição de peças, de US$ 6.200 (R$ 32.929) a US$ 31.000 (R$ 164.647).

Kyte acrescenta que há uma tendência crescente de jornadas de moda com um caráter quase terapêutico. “Muitos clientes me procuram em momentos de transição — após um divórcio, grandes mudanças de carreira ou ao entrar em novas fases de visibilidade”, diz ela. “Por meio das viagens, eles se reconectam com a beleza e a inspiração de forma tátil: conhecendo as pessoas que fazem suas roupas e entendendo as histórias por trás delas.”

[Fonte Original]

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