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terça-feira, fevereiro 24, 2026

Bitcoin perde tendência semanal de alta após 126 semanas: e agora?

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O Bitcoin (BTC) fechou um candle semanal abaixo da sua média móvel exponencial (EMA) de 200 períodos pela primeira vez desde outubro de 2023. O fechamento semanal encerrou uma tendência técnica de alta que durou 882 dias.

A mudança de tendência renova o foco nos níveis de custo médio on-chain do BTC e em sua interação histórica com essa média móvel importante ao longo dos ciclos anteriores, delineando um cronograma mais amplo de recuperação com base no comportamento passado do mercado.

A tendência semanal pode virar resistência para o Bitcoin

A EMA de 200 semanas acompanha a tendência de longo prazo do Bitcoin e, historicamente, separa fases de expansão de períodos corretivos mais profundos. No gráfico semanal, o BTC fechou abaixo da média, próxima de US$ 67.628, encerrando uma sequência de suporte iniciada no fim de 2023.

O analista cripto Rekt Capital destacou o movimento, afirmando:

“Isso tecnicamente significa que a EMA foi perdida como suporte e que o preço pode transformá-la em resistência em qualquer recuperação futura.”

Gráfico semanal do Bitcoin por Rekt Capital. Fonte: X

Ciclos anteriores mostram que recuperar a EMA de 200 semanas exige tempo. Em 2018, o Bitcoin permaneceu abaixo desse nível por cerca de 14 semanas antes de recuperá-lo.

Durante o choque de liquidez provocado pela Covid em março de 2020, a recuperação levou cerca de oito semanas. Em 2022, o BTC ficou abaixo da média por quase 30 semanas. Em todos esses casos, o tempo médio abaixo da EMA de 200 semanas foi de aproximadamente 17 a 18 semanas.

Os indicadores de momentum também refletem o esfriamento da participação dos investidores de longo prazo. Na semana passada, o pesquisador de Bitcoin Axel Adler Jr. destacou que o indicador entity-adjusted liveliness atingiu o pico em dezembro de 2025, após o BTC alcançar uma máxima histórica próxima de US$ 126.000 em outubro.

O liveliness mede a proporção entre coin days destroyed e coin days created, ajustada para transferências internas. Desde então, o indicador caiu abaixo das médias móveis de 30 e 90 dias, enquanto a média de 90 dias permanece acima da de 365 dias, em 0,02622. Movimentos semelhantes em 2020 e 2022 antecederam fases prolongadas de acumulação que duraram entre um e dois anos.

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Liveliness ajustado por entidades do Bitcoin. Fonte: Axel Adler Jr./X

Uma queda sustentada no indicador liveliness geralmente sinaliza redução na atividade de gastos e rotação mais lenta de capital, condições que podem prolongar o tempo necessário para o BTC reconstruir posição e recuperar a EMA de 200 semanas.

Bandas do preço realizado do BTC delimitam a zona de demanda

O preço realizado do Bitcoin, próximo de US$ 55.000, reflete o custo médio on-chain de todas as moedas. O preço realizado ajustado, próximo de US$ 42.000, projeta essa métrica à frente e historicamente destaca áreas de valor mais profundo durante correções.

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EMA semanal e bandas do preço realizado do Bitcoin. Fonte: Cointelegraph/TradingView

Com o BTC sendo negociado entre a EMA de 200 semanas e o conjunto de bandas do preço realizado, essa região historicamente atua como zona de acumulação de longo prazo desde 2015. Ciclos anteriores mostram períodos de consolidação entre seis e oito meses nesses níveis antes da retomada da tendência de alta.

A recuperação da EMA de 200 semanas colocaria o preço novamente acima de um nível-chave de tendência de longo prazo. Caso isso não ocorra, o foco permanece no preço realizado em US$ 55.000 e na banda ajustada inferior, próxima de US$ 42.000, como possíveis áreas de concentração de liquidez.