O governo federal apresentou aos estados uma nova proposta para frear a alta do diesel e garantir a oferta do combustível no país. A medida surge em meio à pressão internacional sobre os preços, especialmente após tensões no Oriente Médio, região estratégica para o fornecimento.
Nova alternativa ao ICMS
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, mudou a estratégia. Em vez de suspender o ICMS, ideia que encontrou resistência entre governadores, ele propôs dividir uma ajuda de R$ 1,20 por litro de diesel. O valor vai direto para os importadores. Assim, o preço do diesel pode cair nas bombas. Entenda como isso pode acontecer.
Segundo o ministro, esse montante equivale ao que os estados deixariam de arrecadar. Ainda assim, a proposta tenta destravar um impasse que já vinha se arrastando.
E aqui entra a questão que chama atenção: será que os estados vão aceitar dividir essa conta?
Como funcionaria a nova proposta do governo na prática
A divisão do custo ficou assim:
- Governo federal pagaria R$ 0,60 por litro
- Estados arcariam com os outros R$ 0,60
- O ICMS continuaria sendo cobrado normalmente
Essa estrutura busca acelerar os efeitos no mercado. Diferente da isenção tributária, a subvenção tem um caminho mais direto e tende a impactar os preços com mais rapidez.
E por que isso importa agora?
Porque o risco de desabastecimento preocupa. Com custos pressionados lá fora, qualquer atraso pode refletir nas bombas.
Contexto e próximos passos
O governo já zerou PIS/Cofins sobre o diesel, tributos federais que estão sob seu controle. Mesmo assim, a medida não foi suficiente para conter a escalada recente dos preços.
Agora, a nova proposta depende do aval dos estados. Sem esse acordo, o plano não avança.
Durigan confirmou uma nova reunião para sexta-feira, dia 27. O encontro deve definir se haverá consenso ou se o impasse continua.