O governo federal revisou a sua projeção para o resultado primário do governo central deste ano, de superávit de R$ 34,9 bilhões para um resultado positivo de R$ 3,5 bilhões, já considerando os abatimentos legalmente permitidos. Os números levam em conta Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central (BC). O resultado primário desconsiderando as despesas que podem ser deduzidas da meta é projetado em déficit de R$ 59,8 bilhões para a União.
O dado faz parte do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas relativo ao primeiro bimestre deste ano, divulgado nesta terça-feira (24) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. A meta de resultado primário de 2026 é de superávit de R$ 34,3 bilhões, com intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para cima ou para baixo.
A estimativa de receitas primárias totais em 2026 caiu R$ 600 milhões, para R$ 3,197 trilhões, na comparação com a projeção anterior. Por sua vez, a estimativa para as receitas líquidas de transferências caiu R$ 13,7 bilhões, para R$ 2,578 bilhões.
Já a previsão para as despesas primárias subiu R$ 23,3 bilhões, para R$ 2,637 bilhões. A estimativa para as despesas obrigatórias subiu R$ 18,9 bilhões, para R$ 2,392 bilhões. Por sua vez, a projeção para as despesas discricionárias (aquelas que podem ser cortadas, como investimentos e custeio da máquina) subiu R$ 4,4 bilhões, para R$ 244,7 bilhões.
Receita esperada com dividendos e participações
A projeção de receitas do governo federal com concessões e permissões para 2026 caiu R$ 400 milhões em relação à estimativa que constava na Lei Orçamentária Anual (LOA). Com isso, a estimativa ficou em R$ 6,5 bilhões.
A arrecadação esperada com dividendos e participações, por sua vez, subiu R$ 500 milhões, alcançando R$ 54,6 bilhões.
O governo espera ainda arrecadar R$ 177,1 bilhões com a exploração de recursos naturais, R$ 16,7 bilhões a mais do que calculado anteriormente.
Já a projeção de receitas administradas pela Receita Federal ficou em R$ 2,032 trilhões (queda de R$ 8,6 bilhões).
Atualização de projeções
O Planejamento também atualizou as projeções para uma série de indicadores econômicos referentes a 2026. A projeção para a Selic média de 2026 subiu de 13,11% para 13,53%.
A estimativa para a taxa de câmbio médio, por sua vez, caiu de R$ 5,76 para R$ 5,32. Já a projeção para o preço do barril de petróleo avançou de US$ 64,93 para US$ 73,09.
Os números anteriores constavam na Lei Orçamentária Anual (LOA).