Desde o último sábado (28), uma operação militar conjunta entre Estados Unidos e Israel atingiu mais de dois mil alvos no Irã. A ofensiva busca neutralizar a capacidade bélica do regime, destruindo infraestruturas de mísseis, drones e o programa nuclear, além de eliminar lideranças do país.
Quais são os principais objetivos da operação militar no Irã?
O governo americano estabeleceu quatro metas centrais: destruir a capacidade iraniana de produzir mísseis, aniquilar a sua Marinha, impedir que o país fabrique uma arma nuclear e cortar o financiamento e o fornecimento de armas para grupos terroristas internacionais. As autoridades militares afirmam que parte desses objetivos já está sendo alcançada com o avanço dos bombardeios aéreos e ataques cibernéticos.
Quem foram as lideranças atingidas até agora?
O golpe político mais significativo foi a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Além dele, foram confirmadas as mortes do ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh; do chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi; do comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour; e do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad. A inteligência americana destacou a rapidez da operação para localizar e eliminar Khamenei.
O programa nuclear iraniano foi danificado nos ataques?
Sim. As forças israelenses e americanas estão desmantelando a infraestrutura nuclear de forma sistemática. Relatos indicam ataques perto da sede da Organização de Energia Atômica em Teerã e danos em edifícios de acesso na planta de enriquecimento de urânio de Natanz. Embora existam estragos físicos nas instalações, a Agência Internacional de Energia Atômica informou que, por enquanto, não há riscos de vazamento de radiação.
Como funcionou a divisão de tarefas entre EUA e Israel?
Os dois países dividiram as ações conforme suas especialidades militares. Os americanos focaram em alvos estratégicos de suporte, como defesas aéreas, centros de comando, redes de logística e instalações industriais. Já as forças de Israel se concentraram em destruir locais de lançamento de mísseis balísticos e em localizar os principais nomes da cúpula política e militar do regime iraniano.
Como o regime iraniano reagiu internamente aos bombardeios?
Diante da superioridade aérea da coalizão, houve pouca resistência armada imediata. No entanto, o regime bloqueou quase totalmente o acesso à internet no país, operando com apenas 1% de conectividade. Essa medida visa impedir que a população seja influenciada por ciberataques que pedem a entrega das armas e incentivam protestos nas ruas para derrubar o governo. Sites de notícias e aplicativos religiosos também foram invadidos por hackers.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.