O Ibovespa terminou a quinta-feira (12) em queda e abaixo de 180 mil pontos. A bolsa brasileira foi pressionada pelas preocupações relacionadas ao conflito no Oriente Médio, depois que o preço do barril de petróleo superou US$ 100.
O índice caiu 2,55%, a 179.284,49 pontos, anulando as altas dos últimos três pregões, após marcar 178.494,99 na mínima e 183.991,88 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$ 35,46 bilhões.
Uma bateria de balanços corporativos e teleconferências com empresas ocupou as atenções dos investidores no mercado brasileiro, assim como o IPCA de fevereiro acima das previsões e o anúncio do governo de medidas para amenizar o efeito da disparada do petróleo nos preços do diesel no país.
O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou negociado a US$ 100,46, em alta de 9,22%, após o Irã intensificar ataques a navios no Golfo Pérsico, enquanto o líder supremo do país disse que o fechamento do Estreito de Ormuz deve continuar.
Após a repercussão positiva à sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no começo da semana, de que a guerra poderia acabar em breve, a apreensão sobre a duração do conflito e seu efeito no preço do petróleo voltou a prevalecer.
Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em queda de 1,52%.
Dólar
A escalada da guerra no Oriente Médio, com o Irã intensificando o discurso e os ataques contra alvos dos EUA e de Israel, disparou a busca pela proteção do dólar em todo o mundo, fazendo a moeda norte-americana registrar alta firme no Brasil.
O dólar fechou com elevação de 1,69%, aos R$ 5,24, em sintonia com o avanço forte da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano.
No ano, a divisa acumula agora queda de 4,42% em relação ao real. Às 17h09, o dólar futuro para abril — o mais líquido no mercado brasileiro — subia 1,68% na B3, aos R$ 5,2675.