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sábado, março 14, 2026

Manifestantes incendeiam sede do Partido Comunista de Cuba

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Manifestantes se mobilizaram nas ruas de Cuba na noite de sexta-feira (13) para protestar contra a situação precária do país, liderado pelo regime de Miguel Diáz-Canel. O foco dos protestos foi Ciego de Ávila, onde os manifestantes chegaram a incendiar a sede local do Partido Comunista de Cuba (PCC).

Os episódios ocorrem em meio a uma crescente pressão dos EUA pela queda da ditadura comunista. Nesta sexta, o regime admitiu que está mantendo contato com representantes do governo de Donald Trump para “encontrar saídas” ao impasse entre os países.

Relatos de redes sociais compartilhados por moradores e de portais locais, como o Cubanet, mostram inúmeras pessoas caminhando pelas ruas batendo panelas e entoando slogans como “Liberdade!”. Em alguns vídeos, também é possível ver motocicletas atravessando a multidão, iluminando o caminho com seus faróis na escuridão causada pelos cortes de energia.

Moradores compartilharam com portais locais os protestos que reuniram dezenas ou centenas de manifestantes nas ruas contra o regime de Cuba. Crédito: Reprodução/Portal Cubanet e Invasor

O jornal cubano Invasor informou que um grupo de manifestante chegou à sede municipal do Partido Comunista de Cuba (PCC) durante a madrugada e começaram a retirar móveis da área de recepção e, em seguida, atearam fogo neles no meio da rua.

Uma das opositoras do regime, a ativista cubana Rosa María Payá, que foi nomeada integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em julho do ano passado, denunciou relatos de tiroteios durante as manifestações.

“Há relatos de tiroteio policial em Morón contra pessoas desarmadas e pacíficas”, afirmou no X.

O portal argentino Infobae informou que um jornalista independente que estava no local confirmou que um manifestante foi atingido na coxa pelos disparos. A mobilização ocorreu após uma interrupção no acesso à internet na cidade.

O relatório mais recente divulgado pela ONG Prisoners Defenders, que acompanha a situação dos presos políticos na ilha, revela que o regime de Cuba prendeu 28 críticos do regime por razões políticas somente no mês de fevereiro – 23 homens e 5 mulheres. Além disso, 21 nomes foram retirados da lista de presos políticos, em conformidade com o cumprimento de penas quase cinco anos após os grandes protestos de 11 de julho de 2021.

A organização destaca que nem todos os nomes retirados da lista foram libertados. Uma das remoções ocorreu devido à morte por tortura e negligência médica do preso político Luis Miguel Oña Jiménez.

[Fonte Original]

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