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quarta-feira, março 25, 2026

5 gatilhos que podem levar o Bitcoin de volta aos US$ 100 mil

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O Bitcoin conseguiu mostrar resiliência em meio ao novo choque geopolítico provocado pela guerra entre Estados Unidos e Irã, sustentando-se na faixa dos US$ 70 mil mesmo enquanto ouro e outros ativos perderam força, caso do ouro e ações.

Mas, apesar dessa resistência relativa, a criptomoeda ainda não conseguiu retomar um movimento mais claro de alta rumo a tão aguardada faixa de US$ 100 mil, e segue esbarrando em uma zona técnica e macroeconômica que trava um avanço mais consistente.

Nos últimos dias, o mercado viu o Bitcoin reagir menos do que em episódios anteriores de aversão ao risco. Depois de oscilar entre US$ 76 mil e US$ 67 mil, o ativo voltou a se estabilizar próximo de US$ 70 mil a US$ 71 mil, em um sinal de que há demanda relevante abaixo dos níveis atuais.

Os analistas da Bitfinex destacam que o BTC conseguiu sustentar o nível de abertura de março, perto de US$ 67 mil, mesmo com a piora do ambiente macro e a volatilidade em outros mercados, o que sugere um posicionamento institucional ainda convicto.

Leia também: Bitcoin valoriza mais que ouro e ações após crises globais, aponta MB

Ainda assim, o mercado não vê espaço para decretar uma retomada firme da tendência de alta. O principal problema, por ora, está logo acima. Guilherme Fais, head de Finanças da NovaDAX, afirma que o Bitcoin segue em consolidação, com suporte entre US$ 68 mil e US$ 70 mil e resistência entre US$ 72 mil e US$ 75 mil.

Na mesma linha, os analistas da Bitfinex observam que a faixa entre US$ 69 mil e US$ 72 mil concentrou o custo médio de muitos investidores, o que aumenta a oferta quando o preço retorna a esse intervalo e ajuda a explicar a rejeição recente. Em geral, analistas apontam que o patamar de US$ 75 mil aparece como a grande barreira técnica que precisaria ser vencida para confirmar uma retomada mais clara do movimento de alta rumo aos US$ 100 mil.

5 passos para o Bitcoin destravar a alta

Na avaliação de Rony Szuster, Head de Research do MB l Mercado Bitcoin, são cinco pontos que precisam ser resolvidos para que o Bitcoin destrave do atual patamar e realmente ganhe força:

1) Melhora no cenário geopolítico: Segundo ele, “é crucial” que o conflito no Oriente Médio termine ou pelo menos entre em algum tipo de cessar-fogo, já que a guerra alimenta o estresse sobre energia, inflação e juros, contaminando o apetite global por risco. Szuster resume esse ponto de forma direta: “É muito difícil ver o Bitcoin batendo novas máximas” com esse quadro ainda em aberto.

2) Macroeconomia americana: O cenário nos EUA precisa melhorar e solidificar, com uma inflação mais controlada, mercado de trabalho saudável e menor risco de estagflação.

3) Clareza regulatória nos EUA: Para Szuster, a aprovação da Lei Clarity no Senado teria potencial de impulsionar não só o Bitcoin, mas também o mercado cripto como um todo, ao reduzir incertezas e destravar parte da demanda reprimida.

4) Continuidade das compras por ETFs, tesouraria em Bitcoin e holders de longo prazo: O analista destaca que se todos esses perfis de investidores continuarem acumulando como tem acontecido nas últimas semanas, a tendência é de pressionar o preço do Bitcoin para cima por conta da retirada de circulação dos BTC, criando escassez. “O Bitcoin tem potencial de subir quanto maior for essa demanda naturalmente”, afirma Szuster.

5) Política nos EUA: Szuster destaca principalmente as eleições de meio de mandato de Donald Trump. Segundo ele, o desempenho dos republicanos no Congresso importa porque o partido tem adotado uma postura mais favorável ao setor cripto, enquanto os democratas carregam um histórico mais hostil ao mercado. Nesse contexto, uma manutenção ou reforço da maioria republicana no Senado e na Câmara poderia ajudar o bitcoin, ainda que em menor escala do que os outros fatores.

Leia também: Bitcoin já encontrou o fundo e deve dobrar de preço em 2026, diz Bernstein

Sinal de força existe, mas mercado ainda pede confirmação

Mesmo com a resistência atual, o quadro não é lido como fraqueza pura. Os analistas da Bitfinex afirmam que, se houver “aceitação bem-sucedida acima de US$ 72 mil”, o caminho para US$ 82 mil pode ser aberto rapidamente, graças a um vazio de liquidez logo acima.

Fais também avalia que, se o fluxo comprador ganhar intensidade, o Bitcoin pode testar a região entre US$ 78 mil e US$ 80 mil. O problema é que esse avanço depende de demanda consistente no mercado à vista e de um ambiente macro menos hostil.

No curto prazo, portanto, o investidor deve acompanhar menos a narrativa de “porto seguro” e mais os gatilhos concretos para a próxima perna do mercado: a evolução da guerra no Oriente Médio, o comportamento do petróleo e da inflação, o tom do Fed, os fluxos para ETFs e a capacidade de o Bitcoin romper com firmeza a faixa entre US$ 72 mil e US$ 75 mil.

Até lá, o ativo segue mostrando força relativa em comparação com outros mercados, mas ainda preso a uma resistência que impede o retorno de um rali mais convincente.

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