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terça-feira, abril 14, 2026

FMI eleva previsão de crescimento do Brasil em 2026 de 1,6% para 1,9%

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira para este ano, à medida que a guerra no Oriente Médio deve ter um efeito líquido levemente positivo. Segundo o novo relatório Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira (14), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve avançar 1,9% em 2026 — um crescimento de 0,3 ponto percentual em relação à projeção de janeiro.

Os economistas do Fundo justificaram a revisão pelo fato de que o país é exportador líquido de energia, podendo se beneficiar pelas interrupções de transporte pelo Estreito de Ormuz. Isso reverteu o corte feito em janeiro, quando o FMI havia reduzido a previsão feita em outubro de 1,9% para 1,6%, o terceiro maior recuo em uma lista de 30 economias atualizadas à época.

“Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, elevados colchões de caixa do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a enfrentar o choque”, afirma o FMI no relatório.

Para 2027, porém, o cenário se inverte. O Fundo projeta crescimento de 2%, uma redução de cerca de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa anterior, pressionado pela desaceleração da demanda global, pelo aumento dos custos de insumos — como fertilizantes — e pelo aperto das condições financeiras.

A projeção do FMI para este ano está ligeiramente mais otimista do que as do Banco Mundial, que na semana passada revisou sua estimativa de crescimento do Brasil de 2%, divulgada em janeiro, para 1,6% em 2026.

O cenário também é um pouco mais favorável do que o previsto por economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus. Na edição publicada nesta segunda-feira (13), a projeção mediana aponta expansão de 1,83% para o PIB brasileiro em 2026.

Já as estimativas do Ministério da Fazenda são mais otimistas. O governo projetou em março um crescimento de 2,3% da economia brasileira neste ano, mesmo em meio ao impacto do conflito no Oriente Médio.

No cenário regional, o Fundo estima que a América Latina e o Caribe crescerão 2,3% em 2026, com aceleração para 2,7% em 2027. Em relação às projeções de janeiro, houve leve melhora neste ano, em que era estimada em 2,2%, e estabilidade para o ano seguinte.

Logo do Fundo Monetário Internacional (FMI) na sede da entidade, em Washington — Foto: Benoit Tessier/Reuters

[Fonte Original]

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