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quarta-feira, abril 15, 2026

Reforma tributária pode abrir rotas de internacionalização para empresas brasileiras

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A implementação da reforma tributária vem revelando um novo panorama fiscal para empresas dos mais diversos perfis e setores. Baseado no modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), o conjunto de regras tem aberto caminhos promissores de competitividade ao simplificar fluxos de gestão de encargos, incorporando novos pilares de eficiência em planejamentos contábeis. 

Além dos impactos sobre cadeias de negócios locais, a transição do ambiente regulatório pode trazer perspectivas positivas para companhias com estratégias voltadas ao mercado internacional. Para Jackson Borges, vice-presidente regional de Finanças da SAP América Latina, os principais benefícios incluem as possibilidades de integração de processos, o aumento de controle e a agilidade fiscal.

“A reforma tributária remove barreiras históricas de complexidade regulatória, permitindo que empresas brasileiras se internacionalizem com mais agilidade e que corporações estrangeiras operem no país com menos fricção. Em um período marcado pela reorganização das cadeias mundiais de exportação, essas mudanças catalisam a necessidade de refinar processos operacionais, modelos de gestão e estruturas de tecnologia para atuar em contextos globais”, afirma Borges.   

A sinergia entre as áreas de finanças, suprimentos, logística e tributária se apresenta como um fator decisivo para alinhar as demandas fiscais à volatilidade do tabuleiro econômico mundial, permitindo respostas rápidas a gargalos de supply chain e mudanças de políticas comerciais. Mais do que um instrumento de conformidade, a gestão integrada se consolida como um ponto crucial no mapeamento de fornecedores e clientes em mercados internacionais. 

“A simplificação dos processos permite que as empresas adotem dinâmicas de precificação mais ágeis para atuar em multimercados. Para aproveitar essa oportunidade, é preciso adotar uma abordagem pautada pela quebra de silos corporativos, posicionando a gestão tributária como um elemento estratégico para responder com velocidade a situações como rupturas em redes de supply chain e flutuações nos preços de commodities”, explica o executivo.

Tecnologia como facilitadora

Em meio a esse conjunto de oportunidades, a incorporação de tecnologias de gestão integrada embasa decisões fiscais e comerciais com mais velocidade e assertividade.

  “A reforma tributária exige que as empresas se adaptem rapidamente, não só do ponto de vista fiscal, mas operacional. Quem tiver sistemas preparados e capacidade de resposta vai atravessar essa transição com mais eficiência e menos risco. A diferença entre quem ganha e quem perde com a reforma está na capacidade de adaptação” diz Rui Botelho, CEO da SAP Brasil.

Plataformas como o SAP Business Suite permitem que empresas conectem estruturas de análises de dados, dinâmicas operacionais e tarefas contábeis no mesmo ambiente, fornecendo insights estratégicos de maneira simples e automatizada. 

Para Rui Botelho, CEO da SAP Brasil, diferença entre quem ganha e quem perde com a reforma tributária está na capacidade de adaptação — Foto: Divulgação

Aceleradas pela expansão das soluções de inteligência artificial (IA), as vantagens oferecidas pelo sistema incluem, por exemplo, a substituição mais rápida e eficaz de parceiros estratégicos em casos de restrições logísticas, conectando empresas brasileiras a redes globais de fornecedores.

Além de proporcionar uma visão sistêmica entre as atividades de diversas categorias e unidades de negócio, as possibilidades de aplicação contemplam o monitoramento de regras de compliance em múltiplas jurisdições, simulações de cenários tributários, previsão de impactos logísticos e ferramentas de governança para lidar com novas regulações do comércio internacional.

Para explorar esses diferenciais competitivos, um número crescente de companhias brasileiras vem aplicando soluções da SAP para criar esteiras coordenadas de processos operacionais e gestão tributária. É o caso da Decolores Mármores e Granitos S.A., empresa brasileira especializada no beneficiamento e exportação de rochas ornamentais, que concluiu uma migração para o SAP S4/HANA em 2025 e adotou o SAP DRC outbound como preparação para atualização das obrigações da Reforma Tributária, conectando eficiência operacional, governança e inteligência de dados para sustentar a expansão global da companhia. 

“A adaptação das empresas para a reforma mostra como as tecnologias de gestão integrada podem incorporar a abertura de novas regiões às estratégias de reestruturação tributária. Com as mudanças iniciadas pela reforma, a expectativa é que cada vez mais organizações comecem a enxergar uma nova maneira de olhar e negociar com os mercados internacionais”, conclui Borges. 

[Fonte Original]

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