Forças dos Estados Unidos anunciaram nesta semana que já apreenderam mais de 2 toneladas de cocaína em uma operação internacional no Pacífico oriental, com valor estimado em cerca de US$ 34 milhões (aproximadamente R$ 170 milhões, na cotação mais recente).
Segundo a força-tarefa Joint Interagency Task Force South (JIATF-S), do Comando Sul dos EUA (Southcom) a apreensão ocorreu após a interceptação de uma lancha utilizada por organizações criminosas para transporte rápido de drogas. Durante a ação, os traficantes chegaram a lançar parte da carga ao mar, mas cerca de 2,04 toneladas foram recuperados pelas equipes americanas.
De acordo com a força-tarefa americana, a operação contou com a atuação conjunta da Guarda Costeira dos Estados Unidos, da unidade de Investigações de Segurança Interna (HSI) e de parceiros na Colômbia e no Equador, em um esforço coordenado para interromper rotas internacionais de narcotráfico.
A iniciativa desta semana integra a Operação Pacific Viper, voltada a enfraquecer financeiramente organizações criminosas que atuam no transporte de cocaína rumo ao território americano.
Além desta operação, os EUA também realizam a Operação Southern Spear no Caribe e no Pacífico, que ampliou a pressão sobre redes de narcotráfico na região, com foco na interdição de embarcações e no bloqueio de rotas marítimas utilizadas por cartéis latino-americanos.
De acordo com dados oficiais, o Pacífico oriental se consolidou como uma das principais rotas de escoamento de drogas produzidas na América do Sul, especialmente a partir de países como Colômbia, Peru e Equador. A intensificação da vigilância, com uso de meios aéreos, navais e cooperação internacional, tem sido apontada pela Casa Branca como fator-chave para o aumento das apreensões recentes.
Segundo autoridades americanas, a retirada de grandes carregamentos de drogas do mercado reduz diretamente a capacidade financeira e operacional dos cartéis.