Refletindo um padrão de rompimento do segundo trimestre de 2025, o Bitcoin (BTC) agora mira um possível rali para a faixa de US$ 86.000 a US$ 90.000 nas próximas semanas.
A visão de alta é sustentada por forte atividade de baleias de Bitcoin e pela queda de US$ 5 bilhões nos fluxos de BTC para exchanges nos últimos dois meses.
Cluster de suporte do BTC em US$ 70.000 aumenta pressão de rompimento
O Bitcoin atingiu uma máxima semanal de US$ 73.255 na sexta-feira após testar o nível de US$ 72.000 no início da semana, com o preço comprimido entre US$ 70.000 e US$ 72.000 nos últimos quatro dias. A faixa de preço mais elevada mostra maior estabilidade para o BTC do que em março, quando o ativo corrigiu rapidamente após alcançar esse nível-chave.
O preço médio ponderado pelo volume (VWAP) de 30 dias, que indica onde ocorreu a maior parte da atividade recente de negociação, e a média móvel de 50 dias convergiram abaixo do preço, formando uma base de suporte dinâmica.
Atualmente, o nível de US$ 76.000 marca o limite superior de uma fase lateral de 64 dias. Um movimento acima desse nível coincide com a linha de tendência descendente formada após as máximas de outubro, próximas de US$ 126.000.
Um rompimento dessa tendência pode sinalizar uma mudança relevante e remover a barreira psicológica que limitou os ralis nos últimos meses.
No segundo trimestre de 2025, um padrão semelhante se formou após uma compressão prolongada abaixo das médias móveis. Assim que o preço rompeu a linha de tendência descendente, avançou rapidamente para a próxima zona de oferta.

A estrutura atual replica essa sequência, com liquidez concentrada entre US$ 86.000 e US$ 90.000. Isso indica um caminho mais limpo para expansão do preço assim que a linha de tendência de baixa for rompida.
Fluxos de baleias de BTC indicam absorção de oferta
O analista de criptomoedas Amr Taha observou que os fluxos de Bitcoin para exchanges vindos de baleias em 30 dias caíram para US$ 2,96 bilhões, o primeiro nível abaixo de US$ 3 bilhões desde junho de 2025.
A redução desses fluxos diminui a pressão de venda imediata nas exchanges. Para efeito de comparação, esses fluxos chegaram a US$ 8 bilhões em fevereiro.

Ao mesmo tempo, a variação da capitalização realizada dos detentores de longo prazo atingiu US$ 49 bilhões em 9 de abril, marcando uma retomada da acumulação.
Taha destacou uma transferência de oferta de mãos mais fracas para mãos mais fortes com base nesses indicadores. A divergência aponta para absorção contínua, e não venda agressiva.

Além disso, ordens de baleias entre US$ 1 milhão e US$ 10 milhões elevaram o delta cumulativo de volume (CVD) no mercado à vista acima de US$ 600 milhões em 9 de abril, enquanto o analista de mercado CW apontou renovação da compra por outros grupos de baleias.
Essa atividade coincide com a estabilização do preço acima de US$ 70.000. O nível de US$ 76.000 agora atua como zona de gatilho, enquanto a faixa entre US$ 86.000 e US$ 90.000 concentra uma zona relevante de liquidez.

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