21.5 C
Brasília
sexta-feira, maio 22, 2026

China e Rússia ampliam ações de espionagem em Cuba

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Relatórios da inteligência dos EUA revelam que China e Rússia investiram em novas instalações de escuta eletrônica para espionar bases militares na Flórida e praticamente triplicaram o número de espiões para operá-las desde 2023 em Cuba.

Apesar dos documentos permanecerem sob sigilo, autoridades familiarizadas com as avaliações de segurança disseram ao The Wall Street Journal que as investigações sugerem que os dois países consideram seus postos na ilha cada vez mais vitais para suas capacidades de espionagem de quartéis-generais nos EUA que supervisionam operações no Oriente Médio e na América Latina.

As novas conclusões de relatórios sigilosos surgem em um momento em que o governo de Donald Trump designou Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, por ser um Estado comunista aliado dos principais adversários de Washington.

A inteligência americana tem conhecimento de pelo menos 18 locais utilizados para espionagem na ilha. A China opera ativamente três desses postos, enquanto a Rússia opera atualmente outros dois, sendo os restantes pertencentes ao próprio regime da Havana, de acordo com as fontes consultadas pelo jornal. Algumas dessas bases chinesas e russas operam em parceria com Cuba.

Segundo as autoridades que falaram sob sigilo, os principais alvos de vigilância de Pequim e Moscou são o Comando Central dos EUA em Tampa e o Comando Sul dos EUA nos arredores de Miami, embora seus equipamentos interceptem principalmente comunicações não classificadas.

Por sua vez, o regime cubano concentrou a maior parte de seus esforços de inteligência na Baía de Guantánamo, base americana localizada na ponta sudeste de Cuba, segundo indicam os relatórios.

Desde que a ilha se tornou uma prioridade na agenda de Trump, os EUA tem realizado voos quase diários de drones de vigilância ao redor do país e reposicionado satélites espiões para monitorar de perto a situação local.

A ditadura cubana rejeita as alegações americanas de que a ilha sirva de base para inimigos dos EUA e represente uma ameaça ao país.

Washington ampliou a pressão sobre o regime castrista nesta semana ao acusar formalmente na Justiça o ex-ditador Raúl Castro pelo abate de aviões civis em 1996 com cidadãos americanos. A ação judicial gerou especulações sobre uma possível operação militar semelhante à realizada contra Nicolás Maduro para captura do irmão de Fidel Castro.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img