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quinta-feira, maio 21, 2026

Ibovespa Fecha em Alta Apoiado pelo Cenário Externo

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O Ibovespa fechou em alta modesta nesta quinta-feira (21), marcada por expectativas envolvendo negociações entre Estados Unidos e Irã, enquanto Copasa figurou entre os destaques negativos, após lançar oferta de ações que deve privatizar a companhia.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,17%, a 177.649,86 pontos, tendo chegado a 178.546,59 na máxima do dia. Na mínima, mais cedo, recuou a 175.805,16 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$23,77 bilhões.

A bolsa paulista abriu contaminada pelo cenário externo desfavorável, com alta do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries, em meio a uma percepção mais negativa sobre as negociações para acabar com a guerra de EUA e Israel contra o Irã.

Tal sentimento teve como pano de fundouma notícia da Reuters de que o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, emitiu uma diretrizpara que o urânio do país com grau de pureza próximo ao de armas não seja enviado para o exterior.

De acordo com autoridades israelenses, Trump garantiu a Israel que o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã será enviado para fora do país e que qualquer acordo de paz precisa incluir uma cláusula sobre isso.

No começo da tarde, porém, o petróleo reverteu a alta, endossando umalívio nos Treasuries, bem como uma melhora em Wall Street, diante de relatos não confirmados de que Washington e Teerã teriam chegado a um esboço final de um acordo para encerrar o conflito iniciado no final de fevereiro.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também afirmou a jornalistas que houve algum progresso nas negociações com Teerã. “Há alguns bons sinais”, disse.

O barril sob o contrato Brent fechou em baixa de 2,32%, a US$102,58, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano marcava 4,564% no final da tarde, de 4,574% na véspera.

O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, encerrou com acréscimo de 0,17%, em pregão também marcado pela repercussão do resultadoe de perspectivas da Nvidia, além de dados econômicos dos EUA.

Na visão do especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad, as informações relativas a um eventual acordo foram insuficientes para justificar uma queda mais ampla no preço do petróleo, limitando a melhora no sentimento de risco.

Destaques

• ITAÚ UNIBANCO PN subiu 1,13%, com o setor como um todo abandonando a fraqueza da primeira etapa do pregão. BRADESCO PN avançou 0,22%, BANCO DO BRASIL ON valorizou-se 0,58% e SANTANDER BRASIL UNIT ganhou 0,51%.

• VALE ON subiu 0,77%, revertendo a queda de parte da sessão, marcada pela queda dos futuros do minério de ferrona China, onde o contrato mais negociado em Dalian fechou o dia com declínio de 1,07%.

• PETROBRAS PN avançou 0,78% e PETROBRAS ON valorizou-se 1,25%, mesmo com a mudança de sinal dos preços do petróleo no exterior, que fecharam em queda. A companhia divulgou na véspera que aderiu à subvenção econômica aos produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo anunciada pelo governo federal no último dia 13. Analistas do Santander Brasil também elevaram a recomendação das ações da Petrobras para “outperform” e o preço-alvo das ONs para R$60 ante R$35.

• CSN ON subiu 3,43%, tendo no radar tom mais positivo do Inda para o setor siderúrgico, principalmente com uma esperada queda nas importações após a aplicação de vários direitos de antidumping contra a China nos últimos meses. USIMINAS PNA valorizou-se 1,98%, endossada ainda por relatório do Goldman Sachs que elevou a recomendação das ações para compra e o preço-alvo dos papéis de R$6,60 para R$10,50. GERDAU PN registrou acréscimo de 0,13%.

• ENEVA ON fechou em alta de 1,23%, revertendo as perdas do começo da sessão. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiunesta quinta-feira homologar e adjudicar os primeiros contratos de usinas termelétricas negociados no leilão de capacidade do setor elétrico realizado em março, após a Justiça ter rejeitado pedidos de suspensão do resultado do certame. Os primeiros contratos negociados no certame envolvem10 termelétricas, sendo três da Eneva,quatro da Petrobras, duas da J&F e a usina Paulínia Verde.

• COPASA ON caiu 3,14%,após a empresa protocolar pedido de ofertapública secundária de ações, que terá como vendedor o Estado de Minas Gerais e pode movimentar mais de R$10 bilhões. A operação, que faz parte do processo de privatização da companhia de água e saneamento mineira, prevê uma oferta inicial de 171.113.881 ações ordinárias e um lote adicional de 19.135.730 papéis. A precificação das ações está prevista para 2 de junho.

• MINERVA ON recuou 5,4%. Relatório de analistas do Itaú BBA cortou a recomendação das ações para “market perform” e o preço-alvo dos papéis de R$9 para R$5,50. De acordo com o analista Gustavo Troyano e equipe, a decisão reflete um ambiente operacional menos favorável, combinado com visibilidade limitada sobre variáveis-chave, entre elas o risco de uma desaceleração no ciclo do gado no Brasil, juntamente com a queda nos volumes de abate em países da América do Sul.

Dólar

O dólar terminou a quinta-feira praticamente estável no Brasil, colado nos R$5,00, na esteira de uma melhora generalizada dos mercados em todo o mundo em função de rumores sobre uma versão final de um acordo entre EUA e Irã para acabar com a guerra no Oriente Médio.

O dólar à vista fechou com leve baixa de 0,05%, aos R$5,0005. No ano, a divisa passou a acumular queda de 8,90% ante o real.

Às 17h03, o dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,03% na B3, aos R$5,0100.

Até perto das 14h o dólar vinha oscilando entre a estabilidade e leves altas ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia ganhos ante boa parte das demais divisas, refletindo preocupações com a guerra no Oriente Médio.

Após atingir a máxima intradia de R$5,0260 (+0,46%) às 9h30, ainda na primeira hora de negócios, o dólar à vista marcou a mínima de R$4,9832 (-0,40%) às 14h20, em meio às expectativas de um acordo.

No campo político, o principal foco de atenção no Brasil ainda é o noticiário sobre as relações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, que está preso.

Desde a semana passada, Flávio tem lutado para explicar um pedido de dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado.

Flávio alega ter buscado recursos privados para o filme, sem oferecer qualquer vantagem em troca. Vorcaro está no centro de um dos maiores escândalos financeiros da história do Brasil, que levou a um desembolso de bilhões de reais do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Durante a tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em um evento que “ainda vai aparecer muito mais coisa” no caso que envolve Flávio e Vorcaro.

No mercado, um dos receios é de que a candidatura de Flávio ao Planalto siga sendo desgastada pelo escândalo, elevando as chances de reeleição de Lula.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho.

No exterior, às 17h09, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,06%, a 99,196.

[Fonte Original]

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