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sexta-feira, maio 29, 2026

Luxo no Interior de SP: JHSF Inaugura CJ Boa Vista Village com Estreias Inéditas na América Latina

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A JHSF inaugura neste sábado (30) o CJ Boa Vista Village, novo shopping integrado ao complexo Boa Vista, em Porto Feliz, a 100 km de São Paulo.

Com mais de 15 mil m² de área bruta locável e cerca de 100 operações entre varejo, gastronomia, arte e serviços, o CJ Boa Vista Village marca a primeira expansão da bandeira Cidade Jardim fora da capital paulista.

Conforme informado pela JHSF, a abertura ao público acontecerá no domingo (31), das 12h às 20h, com programação que inclui atrações circenses e duelo internacional de pianos.

Depois disso, o shopping funciona de quarta a sexta e aos domingos das 12h às 20h, e aos sábados das 11h às 21h.

“Ao trazer para a região marcas inéditas, operações exclusivas e a curadoria que consagrou o Shopping Cidade Jardim como a referência para o público de alta renda na América Latina, reforçamos nossa capacidade de desenvolver destinos relevantes, que geram valor de forma duradoura para clientes, parceiros e para toda a região”, destaca Augusto Martins, CEO da JHSF.

No pipeline da companhia estão ainda o CJ Faria Lima, previsto para 2027 em São Paulo, e o CJ Punta del Este, com 20 mil m² de ABL no Uruguai, que vai integrar o projeto JHSF Península no antigo Enjoy Punta del Este.

O shopping marca a estreia da bandeira Cidade Jardim fora de São Paulo

A inauguração acontece em um momento de crescimento consistente para o segmento de shoppings da companhia.

No primeiro trimestre de 2026, as vendas dos lojistas avançaram 8,4% e o indicador de aluguel por metro quadrado (same store rent) cresceu 11,5%. Os shoppings geraram R$ 106,4 milhões em receita bruta e R$ 59,1 milhões de Ebitda ajustado no período.

No consolidado de 2025, as vendas dos lojistas cresceram em dois dígitos por nove trimestres consecutivos.

Destaques do CJ Boa Vista Village

Entre os destaques da inauguração estão a chegada da marca californiana James Perse e da grife de sportswear de inverno Fusalp, ambas sem presença anterior na América Latina.

A Louis Vuitton também estreia um formato diferente do habitual: uma loja dedicada exclusivamente à coleção resort 2026, algo inédito para a marca no Brasil.

O mix de marcas inclui ainda Chloé, Pucci, Brunello Cucinelli, Aquazzura, Gianvito Rossi, Zimmermann, Stella McCartney, La Double J e Etro, estas últimas reunidas sob a curadoria da CJ Mares.

A abertura ao público começa neste domingo, com programação especial.
A abertura ao público começa neste domingo, com programação especial.

Na gastronomia, estão Pobre Juan, Forneria Bernacca, Geiko San e o Empório Varanda, que chega pela primeira vez ao interior de São Paulo com uma horta orgânica própria para abastecer os espaços de alimentação.

Nos próximos meses, chegam ainda Celine, Dolce & Gabbana (com as linhas de moda e de casa), o restaurante Carbone e dez salas de cinema “supervip” com capacidade para até 25 pessoas cada.

O projeto arquitetônico é assinado por Pablo Slemenson, com interiores de Sig Bergamin e Murilo Lomas e paisagismo de Maria João d’Orey.

Igreja Nossa Senhora das Graças reúne Sig Bergamin, Murilo Lomas e Vik Muniz

Dentro do CJ Boa Vista Village, outro destaque é a Igreja Nossa Senhora das Graças, com 1.200 m² e capacidade para até 600 pessoas.

O espaço é subordinado ao Vaticano e foi concebido por Sig Bergamin e Murilo Lomas como um ponto de encontro e contemplação dentro do complexo, alinhado à proposta de convivência e senso de comunidade do empreendimento.

Os vitrais da igreja foram criados por Vik Muniz
Os vitrais da igreja foram criados por Vik Muniz

A arquitetura revisita referências das igrejas tradicionais de New England e dos Hamptons, traduzidas em volumes simples, estrutura aparente, madeira e pé-direito verticalizado. A integração com a paisagem foi central no projeto: luz natural, verde ao redor e escala acolhedora dos espaços aproximam interior e natureza de forma direta.

“A série imaginária foi criada a partir de fragmentos de livros e revistas de motivos sacros, compondo imagens de santos retratados por grandes mestres, de Caravaggio a Tiepolo, até os cartões de oração dos tempos atuais”, conta Vik Muniz, que assina os vitrais.

A proposta retoma o papel que praças, igrejas e espaços públicos historicamente ocupam na vida das cidades: um ponto de permanência e pausa no meio do cotidiano. As missas serão celebradas aos sábados, às 18h, e aos domingos, às 11h.

Galapagos Capital Art House leva arte contemporânea e modernismo brasileiro ao complexo

O CJ Boa Vista Village conta também com um espaço cultural permanente, a Galapagos Capital Art House, cujos naming rights foram assumidos pela Galapagos Capital, gestora global com cerca de R$ 40 bilhões sob gestão. A curadoria é de Fernanda Ingletto, da 2 Art Lovers, referência no mercado de arte e cultura.

A programação de estreia é a exposição “Agora: depois do passado, antes do futuro”, que coloca em diálogo o modernismo brasileiro da primeira metade do século XX e a produção contemporânea atual.

A mostra reúne expositores como Fortes D’Aloia & Gabriel, Simoes de Assis, Galeria Leme, Galeria Estação, Comadre + Atto, Claraboia, Galatea, Gomide & Co e Flexa, além de mobiliário assinado por Passado Composto, Lucas Recchia, Galeria Teo e Apartamento 61.

A Galapagos Capital Art House estreia com mostra de arte no complexo
A Galapagos Capital Art House estreia com mostra de arte no complexo

Ao longo do ano, o espaço prevê novas exposições, premiações, eventos e ativações de arte e cultura para moradores e visitantes do complexo.

Para a Galapagos, a iniciativa vai além de uma ação de marca. “Existe uma diferença entre comunicar uma marca e construir uma. Comunicar é episódico. Construir exige consistência e presença”, diz Rebeca Nevares, CMO da gestora. A Art House nasce como uma aposta de longo prazo na construção de reputação dentro de um ambiente já consolidado no segmento de alta renda.

Qual o momento da JHSF

O resultado da companhia no acumulado de 2025 foi o maior da sua história, com o Ebitda saltando 145%, para R$ 1,8 bilhão.

O lucro líquido mais do que dobrou, com crescimento de 117% em 2025 ante o ano anterior, para R$ 1,9 bilhão.

O Boa Vista Village amplia a aposta da JHSF em renda recorrente e destinos integrados
O Boa Vista Village amplia a aposta da JHSF em renda recorrente e destinos integrados

Olhando para 2026, de janeiro a março deste ano a companhia anotou um Ebitda ajustado de R$ 250,6 milhões, representando crescimento de 26% na base anual.

Enquanto isso, o lucro líquido cresceu 9%, para R$ 371 milhões na mesma janela.

O resultado veio na esteira de um reconhecimento contábil da venda do estoque de incorporação – dada a venda de R$ 5,2 bilhões para um FII estruturado pela própria JHSF Capital – e da aceleração da renda recorrente.

O trimestre mostrou ainda que a divisão financeira da companhia dobrou sua receita e encerrou o 1T26 com R$ 11,2 bilhões em ativos sob gestão.

Nesse contexto, as ações ordinárias da JHSF sobem 40% no acumulado do ano de 2026, cotadas a pouco menos de R$ 11 por papel.

[Fonte Original]

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