23.5 C
Brasília
quarta-feira, maio 13, 2026

Como ganhar Bitcoin investindo em ativos “tradicionais” como dólar e ouro

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Quando o assunto é cripto, o Bitcoin costuma concentrar quase toda a atenção. Mas, em um mercado cada vez mais conectado ao sistema financeiro tradicional, parte do interesse dos investidores também migrou para ativos digitais que representam instrumentos conhecidos há décadas: o dólar e o ouro.

A lógica é simples. Em momentos de incerteza macroeconômica, juros em discussão, tensões geopolíticas e dúvidas sobre inflação, investidores tendem a buscar ativos de proteção. No mercado tradicional, isso costuma significar dólar e ouro.

No universo cripto, essa mesma tese aparece em duas versões digitais: stablecoins pareadas ao dólar, como o USDT, e tokens lastreados em ouro físico, como o Tether Gold (XAUT).

Esses ativos não prometem a mesma assimetria de uma altcoin pequena nem a mesma narrativa de escassez absoluta do Bitcoin. A proposta é outra: oferecer exposição digital a ativos tradicionais, com liquidez, funcionamento em blockchain e acesso mais simples para quem já está no ecossistema cripto.

É uma forma de usar a infraestrutura de ativos digitais para acessar mercados conhecidos, mas com uma experiência diferente da compra de dólar em espécie, fundo cambial, ouro físico ou contrato financeiro tradicional.

Essa estratégia também ganhou força no Brasil. Dados da Receita Federal levantados pelo Portal do Bitcoin mostram que o volume de stablecoins no país cresceu 480 vezes em seis anos e chegou a R$ 361 bilhões em 2025. O pico mensal ocorreu em novembro, quando esses ativos movimentaram R$ 37,6 bilhões, valor 4,5 vezes maior que o melhor mês da história do Bitcoin no Brasil.

Agora, além das vantagens de exposição ao ouro e dólar, investidores também podem receber de volta cashback em Bitcoin. A corretora de criptomoedas nacional MB | Mercado Bitcoin lançou nesta quarta-feira (13) sua nova campanha de Super Quarta, realizada em parceria com a Tether, que vai pagar cashback de 3% em Bitcoin para compras de XAUT, e 2% para compras de USDT.

Em produtos selecionados de Renda Fixa Digital, investidores podem ganhar até 5% de cashback em Bitcoin através da campanha válida até sexta-feira (15).

USDT: o dólar digital que domina o Brasil

O USDT é a maior stablecoin do mundo e foi criado para manter paridade de 1 para 1 com o dólar americano. Na prática, ele funciona como uma representação digital do dólar dentro do mercado cripto, permitindo que investidores mantenham exposição à moeda americana, façam transferências entre plataformas e reduzam temporariamente a volatilidade de uma carteira sem sair do ambiente blockchain.

A força desse mercado aparece nos números globais. Segundo o CoinGecko, o USDT ocupa a terceira posição entre as maiores criptomoedas do mundo, com valor de mercado acima de R$ 930 bilhões e volume diário superior a R$ 430 bilhões. A oferta circulante passa de 189 bilhões de tokens.

A Tether, emissora do USDT, também vem ganhando peso fora do universo cripto. No primeiro trimestre de 2026, a empresa informou lucro líquido de US$ 1,04 bilhão, ativos totais de cerca de US$ 191,7 bilhões e passivos de US$ 183,5 bilhões.

No Brasil, o USDT se tornou a principal porta de entrada para a chamada dolarização digital. As stablecoins já movimentam mais do que o Bitcoin mês a mês no país desde novembro de 2021, com domínio puxado principalmente pela Tether.

Esse comportamento reflete uma demanda prática: muitos usuários buscam stablecoins não apenas para especular, mas para acessar dólar, preservar valor, fazer remessas ou manter liquidez em moeda forte.

Leia também: Dólar a R$ 5,10: Menor preço em 2 anos pode ser bom momento para compra de stablecoins

Para o investidor, a principal vantagem do USDT é a previsibilidade relativa em dólar. Se o real se desvaloriza, o valor em reais do token tende a acompanhar a cotação da moeda americana. Além disso, o dólar é considerado a moeda mais forte do mundo, o que torna importante ter parte do investimento atrelado a esse ativo para conseguir acompanhar sua força.

XAUT: o ouro digital da Tether

O Tether Gold (XAUT) segue uma lógica parecida, mas em vez de representar dólar, busca representar ouro físico. Cada token XAUT corresponde à propriedade de uma onça troy fina de ouro alocada em barras físicas que seguem o padrão Good Delivery da London Bullion Market Association (LBMA).

A proposta é transformar o ouro em um ativo mais acessível e operacionalmente simples. Comprar ouro físico envolve custos de armazenamento, segurança, transporte, spread e, em muitos casos, baixa praticidade para negociação. Já o ouro tokenizado tenta levar esse ativo para dentro de uma infraestrutura digital, permitindo transferência, custódia em carteira e negociação em plataformas cripto.

Leia também: 5 fatores que fazem o ouro digital ser melhor que o físico

O interesse pelo tema cresceu junto com a alta do ouro e a busca global por proteção. A tokenização moderniza o ouro ao transformá-lo em uma solução mais acessível, líquida e integrada ao ecossistema digital. Além disso, o valor total de mercado do ouro tokenizado superou US$ 6 bilhões, impulsionado pela demanda por ativos de proteção e por produtos como o XAUT.

A própria Tether vem reforçando essa frente. As reservas de ouro da empresa para o token XAUT chegaram a 22,2 toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 6 toneladas em relação ao fim de dezembro. Já o CoinGecko aponta que o valor de mercado do XAUT superou US$ 3,3 bilhões no período, em meio à expansão do mercado de metais preciosos tokenizados.

Na prática, o XAUT pode interessar a quem busca exposição ao ouro sem comprar o metal físico diretamente. Como o token acompanha o preço do ouro, ele tende a ser influenciado por fatores como inflação, juros reais, dólar, tensão geopolítica e demanda por ativos de refúgio.

USDT e XAUT mostram como o mercado cripto deixou de ser apenas um espaço de ativos nativos como Bitcoin, Ethereum e altcoins. Cada vez mais, ele também funciona como uma camada digital para instrumentos tradicionais. Em um mesmo ambiente, o investidor consegue acessar dólar, ouro e Bitcoin, e, em alguns casos, ainda receber parte do aporte de volta em cashback.

Compre ouro e dólar digital com até 5% de cashback em bitcoin! Blinde sua estratégia contra a inflação enquanto acumula a maior cripto do mundo. Abra sua conta no MB!



[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img