O artista brasileiro Alok Achkar Peres Petrillo, conhecido como Alok, foi nomeado nesta segunda-feira como Embaixador Global da Boa Vontade pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.
O brasileiro é considerado um dos melhores DJs e produtores do mundo, com múltiplos prêmios e duas indicações ao Grammy. Ele tem mais de 7,3 bilhões de streams no Spotify e milhões de seguidores nas redes sociais.
DJ Alok se apresentando no São João de Campina Grande (PB), na Praça do Povo, no centro da cidade, em 6 de junho de 2025
Ação climática por meio da música
A nomeação coincide com a campanha do Pnuma para o Dia Mundial do Meio Ambiente, neste 5 de junho, que tem como trilha sonora a música “Deep Down”, um dos maiores sucessos de Alok.
A campanha une o público em torno da ação climática por meio da música, voz e participação. Para contribuir, as pessoas podem reproduzir uma coreografia oficial ou responder à pergunta “Até onde podemos ir? Quão baixo podemos manter o aquecimento global para proteger nosso planeta para as futuras gerações?”.
Alok se junta à iniciativa com conteúdo original, convidando seu público global a participar e amplificar a mensagem em diversas plataformas. Os vídeos coletados durante a campanha serão compilados e farão parte de um videoclipe global que será lançado em 5 de junho.
Na mesma data, Alok realiza uma performance ao vivo, estreando um novo formato do show Rave The World, na O2 Academy Brixton, em Londres, um evento presencial que transforma a campanha em uma experiência compartilhada e real.
Sabedoria e força dos povos indígenas
O artista brasileiro foi escolhido por ter um trabalho focado em cultura e impacto social, incluindo esforços filantrópicos para apoiar comunidades indígenas em toda a Amazônia.
Ele declarou que “a natureza, e a sabedoria e força dos povos indígenas do Brasil, moldaram sua vida e sua música”.
Para Alok, ser nomeado Embaixador da Boa Vontade do Pnuma é uma “responsabilidade profunda”. Ele disse que espera contribuindo para reunir as pessoas não apenas para celebrar, “mas para se reconectar umas com as outras e com o planeta”.
Uma das obras mais emblemáticas do artista é o álbum e projeto filantrópico “O Futuro é Ancestral”, desenvolvido ao longo de três anos pelo Instituto Alok, em colaboração com mais de 50 músicos de oito comunidades indígenas brasileiras.
Apesar dos desafios significativos, as comunidades florestais amazónicas estão encontrando soluções ousadas e inovadoras para mitigar e adaptar-se às alterações climáticas
US$ 10 milhões investidos na recuperação de florestas
O projeto foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura, Unesco, indicado ao Grammy e foi apresentado globalmente nas Nações Unidas durante a Semana do Clima em 2023.
Por meio do Instituto Alok, fundado em 2020, o artista já doou quase US$ 10 milhões para iniciativas sociais e ambientais no Brasil, África e Índia.
Os projetos de preservação da natureza ocorrem na Amazônia e em outros três biomas brasileiros, e já contribuíram para a restauração de 3 milhões de m2 de florestas nativas.
*Felipe de Carvalho é redator da ONU News