Um fóssil raríssimo está mudando o que se sabia sobre os primeiros dias de vida do Tiranossauro Rex. A análise revela que os filhotes eram muito menores do que se imaginava.
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O trabalho também aponta que esses gigantes da pré-história provavelmente nasciam em ninhadas numerosas, trazendo novas pistas sobre a reprodução da espécie.
Um osso esquecido mudou tudo
Publicado na revista Biology, o estudo examinou pequenos fósseis preservados em coleções de museus. Segundo Nick Longrich, paleontólogo e biólogo evolutivo da Universidade de Bath, no Reino Unido, esses são os primeiros vestígios conhecidos de tiranossauros recém-nascidos.
“Percorrendo coleções de museus, meus colegas e eu descobrimos os primeiros restos de filhotes recém-nascidos de tiranossauros”, afirmou Longrich.
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Os pesquisadores procuravam restos de pequenos dinossauros adultos quando encontraram um osso extremamente poroso, característica típica de um animal em crescimento acelerado. Depois de comparar o material com outros fósseis da mesma época, concluíram que pertencia ao menor T. rex já identificado.
O animal tinha cerca de 75 centímetros de comprimento e pesava aproximadamente 2,5 quilos. Os cálculos indicam que, ao nascer, podia pesar apenas 1,7 quilo, bem abaixo das estimativas anteriores.

O que os fósseis revelaram
Com base nessas medidas, foi possível estimar também o tamanho dos ovos. A conclusão é que cada ninhada podia reunir entre 20 e 30 ovos, embora nenhum ovo de T. rex tenha sido confirmado até hoje.
Os principais resultados foram:
- filhotes mediam cerca de 75 centímetros;
- o peso variava entre 1,7 e 2,5 quilos;
- uma ninhada podia reunir de 20 a 30 ovos;
- ainda não existe um ovo de T. rex identificado com certeza.
Reprodução pode ter sido diferente do imaginado
O grande número de descendentes indica que o T. rex possivelmente apresentava características mais próximas da estratégia reprodutiva “r”. Ainda assim, o estudo não conclui que os adultos abandonavam completamente a prole.
Isso mostra que os tiranossauros representam uma transição entre répteis, como crocodilos e tartarugas, e as aves modernas.
Nick Longrich, paleontólogo e biólogo evolutivo da Universidade de Bath, em nota.
Segundo ele, essa mudança no investimento parental ocorreu gradualmente ao longo do Mesozoico.
Outro detalhe chamou a atenção dos pesquisadores: alguns dentes encontrados já apresentavam desgaste semelhante ao observado em exemplares adultos, sugerindo que esses animais começavam cedo a desenvolver hábitos alimentares característicos da espécie.
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Além de revelar um retrato mais preciso dos primeiros dias de vida do T. rex, o estudo mostra que pequenos fósseis guardados por décadas podem responder perguntas que pareciam impossíveis sobre um dos dinossauros mais famosos da história.

Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.